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sexta-feira, 11 de março de 2011

CONHECIMENTO BÁSICO DA LÍNGUA PORTUGUESA





LÍNGUA PORTUGUESA

ASSUNTOS MAIS COBRADOS
EM CONCURSOS PÚBLICOS
















01.    FUNÇÕES DA LINGUAGEM

A)     FUNÇÃO DENOTATIVA OU REFERENCIAL: O emissor transmite a realidade objetivamente, sem dupla interpretação. Ex.: O conflito entre palestinos e israelenses dura anos!

B)     FUNÇÃO EXPRESSIVA OU EMOTIVA: O emissor transmite seu mundo emocional, ou seja, estado de espírito, opinião pessoal, sentimento. As palavras predominantes neste tipo de linguagem são: eu, meu, minha. “Sou chama sem luz/Jardim sem luar/Luar sem amor/Amor sem se dar”[Vinícius de Morais]. “Não gosto de jiló!”

C)    FUNÇÃO APELATIVA OU CONATIVA: O emissor influencia o comportamento do receptor através de pedidos, apelos:
               Beba água mineral Juruena, a marca da saúde!
“Não farás para ti imagem de escultura...” Êxodo 20.

D)    FUNÇÃO METALINGUISTICA: O emissor apresenta conceitos, definições, explicações sobre o significado das coisas: “Água é uma substância incolor, inodora e insípida”.

E)     FUNÇÃO FÁTICA: É a linguagem das falas telefônicas, saudações, para ter certeza de que o outro está atento à conversa, ao contato:
- Olá, José! Tudo bem?
- Tudo! E você, como vai?
- Vou indo como posso. Olha, liguei para saber se você já fez sua matrícula na Skill. O curso intensivo de português está ótimo!
- Fiz sim. Começo amanhã.
- Então, ta!
-Beijos!

F) FUNÇÃO POÉTICA: O emissor explora elementos literários como figuras de linguagem, ritmo, som etc.: “Como você é bela, minha amada, como você é bela! São pombas seus olhos escondidos sob o véu...” [ Cântico de Salomão 4:1]. Note que a parte destacada é uma metáfora, um tipo de comparação.



02.LINGUAGEM LITERÁRIA E NÃO LITERÁRIA DE FORMA RESUMIDA

A)     LITERÁRIA:  linguagem  conotativa, ou seja, o texto pode ter mais de um sentido, e as figuras de linguagem aparecem: “ Meu coração...bate feliz quando te vê...”

B)     NÃO-LITERÁRIA: linguagem objetiva, denotativa, ou seja, com sentido real: “Coração é uma músculo oco, formado por várias cavidades”.


03.FIGURAS DE LINGUAGEM

A) COMPARAÇÃO: Usa-se, explicitamente, a conjunção(conectivo) COMO: O amor é como fogo.

B) METÁFORA: É um tipo de comparação, mas sem o conectivo COMO: O amor é fogo.

C) METONÍMIA: Uma palavra em lugar de outra, mas as duas mantendo relação de pertencimento: Comi um prato de feijão [ninguém come prato, mas ele tem tudo que ver com o conteúdo feijão]. Li José de Alencar [ na verdade li a obra, o livro, o qual tem pertence a José de Alencar]. Comprei o bombril [ a marca em lugar da esponja de aço].

D) CATACRESE: Você cata(pega) partes do corpo animal ou vegetal e cola em objetos. Por exemplo,  asa é parte do animal, porém podemos colar na xícara: A asa da xícara quebrou/ Dente de alho/ Cabeça do alfinete/ Folha de papel/ Obs.: Imagine que o primeiro azulejo tenha sido realmente azul. Então “copie” essa cor e cole nos demais ladrilhos, mesmo que eles sejam amarelos, verdes, de modo que se diz: azulejo verde, azulejo preto etc. Portanto, a gramática classifica azulejo como um tipo de catacrese. Nessa mesma lista ponhamos frases como: embarcar no avião, braço da cadeira, a boca da noite.

E) ONOMATOPEIA: Representação de sons, ruídos e vozes animais por meio de palavras: tique-taque, zunzum, miau!

F) PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO: Quando atribuímos a bichos, plantas, objetos comportamentos próprios dos seres humanos. Disse Jesus: “Se essas crianças se calarem, as pedras clamarão!” Ora, no sentido real, pedras ou paredes não falam nem clamam.

G) ANTÍTESE: Palavras contrárias, mas dentro da lógica de raciocínio humano: Você é jovem, mas velho de espírito!

H) PARADOXO: Ideias aceitas no campo da linguagem, mas que fogem à lógica do raciocínio humano: O réu declarou que matou por amor [ logicamente que quem ama não mata]. “... e é morrendo que se vive para a vida eterna...”, ora, ou vivemos ou morremos/ Já nascemos morrendo.

I) EUFEMISMO: Palavras agradáveis em vez de palavras chocantes ou deselegantes: Evite dizer: O deputado é um ladrão! Diga sempre: O deputado desviou verbas públicas. Nunca diga: Mãe, a senhora é uma mentirosa! Fica mais “light” assim: Mãe, a senhora está equivocada, enganada.

J) HIPÉRBOLE: A frase é verdadeira, lógica, mas exagerada: Por você, chorei rios de lágrimas! Minha filha, já lhe avisei mil vezes que diamante em Juína é só para inglês ver!
k) IRONIA: é como se fosse um falso elogio, pois diz uma coisa, pensando noutra: Nossa, como você é inteligente, tirou dois na prova! Que belo papel você fez ontem, hein?

L) PERÍFRASE ou ANTONOMÁSIA ou CIRCUNLÓQUIO: Grosso modo, podemos dizer que é uma espécie de apelido carinhoso (quando se trata de cidades, pessoas famosas) ou alcunha (para pessoas discriminadas socialmente). Ex.: Amo a Cidade Verde, mas não gosto do clima quente [Cidade Verde=Cuiabá]/ A Cidade Maravilhosa não está tão maravilhosa assim! [referência ao Rio de Janeiro]; O Rei do Futebol se imortalizou pelas belas jogadas [referência a Edson Arantes do Nascimento]; Juína, a Rainha da Floresta;  O Boca do Inferno era a alcunha de Gregório de Matos Guerra.

M) ELIPSE[omissão]: A frase começa com um termo facilmente identificável, mas que ainda não havia sido empregado no texto: A vida, um dom de Deus [é como se disséssemos: A vida é um dom de Deus. Note que o verbo “é” foi omitido, escondido, ocultado, eclipsado.

 N) ZEUGMA: É um tipo de elipse, só que a palavra omitida na frase seguinte, aparece na anterior. Ex.: Não aceitamos a guerra, nem a opressão [o verbo da segunda frase é o mesmo da primeira: Não aceitamos a guerra, nem aceitamos a opressão].

O) PLEONASMO: É a repetição de uma ideia, com a intenção de reforçar o que já foi dito: A velhinha rolou escada abaixo/ Resta-me a mim somente uma opção/ O elo de ligação.

P) POLISSÍNDETO: É a representação de uma mesma conjunção no começo de frases seguidas: Nem trabalha, nem estuda, nem quer coisa alguma com a vida!

Q) ITERAÇÃO ou REPETIÇÃO: Grosso modo, é um tipo de gaguejo no meio das frases: Jonas pede que repitam, que repitam a leitura.

R) ANÁFORA: É a repetição de uma mesma palavra somente no começo de frases diferentes: Quem há de me salvar do pecado? Quem pode me perdoar? Quem, respondam-me!

S) ALITERAÇÃO: É a repetição de um mesmo fonema (som) consonantal no começo de palavras de uma mesma sequência: Pedro Paulo pediu para pôr os pintinhos perto da pata. “Vozes veladas veludosas vozes...”

T) HIPÉRBATO: ao pé da letra significa caminhar bastante. Consiste na inversão da ordem natural das palavras: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante.../ Na ordem normal ficaria assim: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.  O poeta teve que inverter a ordem das palavras para que o Hino Nacional tivesse ritmo certo.

U) ANACOLUTO: Você usa um termo, separando-o com vírgula, mas o repete adiante usando uma outra palavra: A minha mãe, pegaram a bolsa dela [dela repete a ideia de minha mãe].

V) SILEPSE[um tipo de concordância]
a) De gênero: o tratamento VOSSA EXCELÊNCIA, por exemplo, concorda com qualquer sexo: Vossa Excelência é meu amigo/ Vossa Excelência é minha amiga. O mesmo serve para Vossa Alteza, Vossa Senhoria etc.: Vossa Senhoria é sabedor dos fatos/ Vossa Senhoria é sabedora dos fatos.
b) De número: muito usada pela população, a qual costuma colocar o verbo no plural, apesar de o sujeito da oração vir com artigo singular: A turma foram embora/ O povo pediram que Vossa Excelência renuncie.
c) De pessoa: começamos falando dos outros, mas logo nos incluímos: Os mato-grossenses somos apaixonados pela natureza! Os brasileiros (eles) somos nós!

W) GRADAÇÃO: É a apresentação de uma ideia na ordem crescente ou decrescente:
a) clímax(crescente): Ouviu-se um sussurro, um gemido, um grito, um salve-se quem puder!
b) anticlímax (decrescente): Não mais gritando, mas vencido, dominado, morto.

X) HIPÁLAGE: Grosso modo, podemos dizer que se trata de culpar as coisas quando uma outra é a causa: O sapato não cabe mais no meu pé [na verdade o pé cresceu demais]; O carro furou o pneu [coitado do carro, levou a culpa]; Ronaldinho fez três cirurgias [na verdade foram os médicos].
Y) QUIASMO: Repetição e inversão de ideias: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho...” [Carlos Drummond de Andrade];

Z) ASSÍNDETO: O texto não traz conjunções, apenas vírgulas: Matriculei-me, assisti aulas, fiz exercícios, passei na prova.
EXERCÍCIO
1.      Relacione as perífrases abaixo:
(1)   Recife                      (   ) Baco
(2)   Castro Alves            (   ) Poeta dos Escravos
(3)   Rio de Janeiro         (   ) Veneza Brasileira
(4)   deus do vinho          (   ) Cidade Maravilhosa
2.      Joãozinho serrou os pés da mesa. Nesta frase temos a seguinte figura:
a)      Metonímia
b)      Antítese
c)      Metáfora
d)     Catacrese
e)      Pleonasmo
3.      “Dizem que os cariocas somos dados aos jardins públicos” (Machado de Assis) Nesta frase temos:
a)      Pleonasmo
b)      Hipérbato
c)      Silepse de gênero
d)     Silepse de número
e)      Silepse de pessoa
4.      Zefa é mentirosa. Se tivéssemos que substituir a frase por Zefa costuma faltar com a verdade, teríamos a seguinte figura de linguagem:
a)      Metáfora
b)      Prosopopeia
c)      Hipérbato
d)     Eufemismo
5.      Em “Costumo ler Manuel de Barros”, temos:
a)      Catacrese
b)      Perífrase
c)      Metáfora
d)     Prosopopeia
e)      Metonímia
6.      Temos anacoluto:
a)      Aos homens, parece não existir a verdade
b)      Os homens, parece-lhes não existir a verdade
c)      Os homens parece que ignoram a verdade
d)     Os homens parece ignorarem a verdade
e)      Os homens parecem ignorar a verdade.

4. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

A)    RADICAL: é o elemento básico das palavras. Para identificá-lo, você tenta se lembrar de várias palavras que nasceram de uma só. Ex.: SAMBA, SAMBAR, SAMBISTA, SAMBÓDROMO. Note que elas têm em comum o elemento SAMB. Ele é o radical.

Cuidado com os falsos cognatos, ou seja, palavras que aparentam ser da mesma família e com significados comuns. Observe: LEITE, LEITEIRO, LEITOSO (têm tudo que ver com leite); mas LEITOA, que aparentemente tem o mesmo radical  é um falso cognato, pois só nos faz pensar na porquinha, no animal.

B)     VOGAL TEMÁTICA: é a que vem logo depois do radical. Ex.: SAMBA

C)     TEMA: é a combinação do radical + vogal temática. Sambar: o tema é samba. 

D)     AFIXOS: são elementos colocados antes e depois do radical. São dois: prefixo e sufixo. Ex.: INFELIZMENTE.

E)      DESINÊNCIAS: são mudanças no final das palavras. Ou seja: elas designam, indicam alguma coisa. Ex.:

         Desinências nominais: indicam gênero e número: menino, meninos/ menina, meninas.
         Desinências verbais: podem indicar:
- número: AMO (singular) AMAMOS (plural)
- pessoa: AMO (eu)   AMAMOS (nós)
- tempo: AMO (presente)   AMEI (pretérito) AMAREI (futuro)
- modo: AMAMOS (indicativo) AMÁSSEMOS (subjuntivo) AMEMOS (imperativo)

F) VOGAL E CONSOANTE DE LIGAÇÃO: evitam choques de semivogais com vogais e tornam a pronúncia mais eufônica, ou seja, mais agradável segundo os gramáticos. Em vez de você falar MÃEINHA, diga sempre MÃEZINHA, usando uma consoante de ligação. Nunca diga PAUADA, fica melhor dizer PAULADA. O mesmo serve para GASÔMETRO, que se fosse GASMETRO não seria eufônico. 

DERIVAÇÃO E COMPOSIÇÃO

A) PREFIXAL: INFELIZ

B) SUFIXAL: FELIZMENTE

C) PREFIXAL-SUFIXAL: podemos desmembrar (retirar) prefixo e sufixo sem que a palavra sofra perdas: INFELIZMENTE. Retirando-se os dois afixos, a palavra FELIZ continua intacta.

D) PARASSINTÉTICA: não conseguimos desmembrar (separar) prefixo e sufixo, pois o que sobra não pertence ao dicionário: IMPOSTOR/ EMPOBRECER/ ANOITECER. Note que POST, POBR e NOIT não constam como vocábulos por terem perdido letra durante o processo da parassíntese.

E) REGRESSIVA: também chamada de DEVERBAL: são substantivos que lembram verbos, ações: ESTUDO (lembra o verbo estudar) FUGA (lembra a ação de fugir)

F) IMPRÓPRIA: uma palavra muda de classe gramatical ou pela presença de um artigo ou de um pronome: O andar da pata é engraçado. Note que andar, analisado isoladamente, é verbo, mas nesta frase é um substantivo. Outros exemplos: O nascer do sol.../ Esse teu olhar

*Observação: dizem que os verbos, com base no fenômeno da derivação imprópria, são considerados –grosso modo- “masculinos”, por isto não existe crase antes de verbos: Estou a sorrir/ Vivemos a cantar (pois consideramos masculinos esses dois verbos caso apliquemos a regra da derivação imprópria: o sorrir e o cantar – substantivos masculinos se seguirmos esta lógica.

G) REDUÇÃO OU ABREVIAÇÃO (não confundir com abreviatura): é uma maneira econômica de se falar. Em vez de FOTOGRAFIA, que tal uma FOTO? E nesse mesmo caminho temos palavras como METRÔ, TEVÊ, PNEU, APÊ, MOTO, REBU, vocábulos esses que normalmente são: TREM METROPOLITANO, TELEVISÃO, PNEUMÁTICO, APARTAMENTO, MOTOCICLETA, REBULIÇO.

H) HIBRIDISMO: elementos de línguas diferentes se unem para formar uma nova palavra:
* SAMBÓDROMO= SAMBA+DROMO (português e grego)
*BICICLETA= BI+CICLO (latim e grego)
Cuidado: FUTEBOL não é palavra híbrida, como muitos imaginam, pois sua origem é FOOT(pé)+ BALL (bola), sendo os dois elementos da língua inglesa.

I)                    ONOMATOPEIA: criação de vocábulos que representam sons: tique-taque/ vapt-vupt/ miau!/ zunzum/ As HQs (histórias em quadrinhos) trazem bastantes exemplos de onomatopeia.

J) SIGLAS: representam instituições: PMDB, PT/ ONU/PETROBRÁS/ AJES/ AA/

K) ABREVIATURA (não confundir com abreviação): é uma convenção adotada globalmente ou pelos editores de um livro:  XPTO (representa CRISTO); S/N (sem número); PÁG. (página).

L) NEOLOGISMO: quando a necessidade científica ou literária nos obriga a criar palavras novas: queísmo (uso excessivo do vocábulo que em um texto); Equinópolis (cidade dos burros); Patópolis  etc.

M) JUSTAPOSIÇÃO: as palavras se unem, sem alteração fonética [de som], mesmo que se acrescente letra: GIRASSOL; PASSATEMPO; AMOR-PERFEITO.

N) AGLUTINAÇÃO: as palavras se unem, mas há alterações durante esse processo:
PLANO+ALTO= PLANALTO
RODA+VIA=RODOVIA
CABEÇA+BAIXA=CABISBAIXO
 FILHO+DE+ALGO, ALGUÉM=FIDALGO.

5. FONÉTICA BÁSICA

ORTOEPIA OU ORTOÉPIA: preocupa-se com a pronúncia correta da sílaba.
a)      TROU-XE (há quem fale trúxi, quando o correto é troussi
b)      ESTOURO (não se deve falar estóro)
c)      SUPERSTIÇÃO ( é erro falar supertição)
d)      FÊNIX (a letra X tem som de S: fênis)


PROSÓDIA: é a preocupação em saber qual é a sílaba tônica da palavra:
a)      Oxítonas (somente a última sílaba é forte): Nobel, novel, mister, sutil, recém, ureter, cateter, masseter, condor.
b)      Paroxítonas: rubrica, têxtil, ibero, avaro, filantropo, gratuito, erudito, pudico, boêmia (mas pode ser  boemia), tex, libido, maquinaria, misantropo, ciclope (gigante com um só olho na testa).
c)      Proparoxítonas: crisântemo (uma flor), nite (ponto superior da esfera celeste), atema (maldição), nocvago, ímprobo (que é de má qualidade), revérbero (tipo de eco), ínterim, bitat (não se deve dizer habiTAT)
d)      Com duas pronúncias: azálea ou azaleia (arbusto e flor), acróbata/acrobata; Oceania/Oceânia;  ortoepia/ortoépia; necropsia/necrópsia;  sábia/sabia/sabiá; vivido/vívido; negócio/negocio.

FONEMAS E LETRAS: para achar os fonemas, reescreva as palavras do jeito que o povo fala. Ex.: chuchu, o fonema deve ser XUXU/ exame, o fonema é EZAMI. Há casos em que a palavra tem mais fonemas do que letras: táxi (4 letras)/ táksi (5 fonemas).

NH, LH, CH, GU,QU, RR, SS, SC,SÇ, XC- estes dígrafos correspondem a uma única letra.

GU/QU- sendo dígrafos, a letra U é muda. Engana-se quem pronuncia KUATORZE  e KUESTÃU. Aliás, temos duas grafias: CATORZE ou QUATORZE.

AM, EM, IM, OM, UM/ AN,EN, IN, ON, UN- são considerados dígrafos nasais em palavras como: SAMBA, EMBORA, IMPOSTOR, BOMBA, UMBU/ANTA, ENTÃO, INTENÇÃO, ONÇA, UNÇÃO.

TRITONGO: além dos que aparecem em palavras como Uruguai, pode ser considerado tritongo o grupo MÍNGUAM, pois você pronuncia o M final como se fosse U

DITONGO:  além dos já conhecidos, é bom lembrar que a dupla EM  pode ser ditongo em palavras como: VEM, TEM, TAMBÉM, em que a letra tem o som de “i”.

HIATO: é um casamento de aparências, pois as vogais aparecem juntas na escrita, mas separadas na pronúncia: ÁLCOOL/ HIATO/ PIANO/SDE/

SEPARAÇÃO SILÁBICA: memorize estas palavras, pois sempre aparecem em provas:
a)      ABRUPTO- escreve-se tudo junto, porém a separação e a pronúncia devem ser: AB-RUP-TO.
Não existe a-brup-to!
b)      IOIÔ: io-iô
c)      FLUIDO: flui-do
d)      GRATUITO: gra-tui-to.  Não se deve falar gra-tu-í-to, pois o “i” desta palavra não é hiato nem traz acento no dicionário.
e)      REINCIDIR: re-in-ci-dir
f)       ABSCESSO: abs-ces-so
g)      SUBLUNAR: sub-lu-nar
h)      SUBLINGUAL: sub-lin-gual
i)        SUBLINHAR: sub-li-nhar
j)        SUBLOCAR: sub-lo-car
k)      ADLEGAR (INDICAR, DELEGAR): ad-le-gar
l)        PAISINHO( PAÍS PEQUENO): pa-i-si-nho
m)   PAIZINHO (PAI NO SENTIDO AFETIVO): pai-zi-nho
OBS.: As paroxítonas terminadas em ditongo crescente podem ter duas formas de separação:
HIS-TÓ-RIA/HIS-TÓ-RI-A
MÁ-GOA/MÁ-GO-A
A palavra se torna proparoxítona na segunda forma

ACENTUAÇÃO GRÁFICA ATUAL
Todas as proparoxítonas continuam sendo acentuadas: hábitat, chávena(xícara), ágape (amor, em grego), êmbolo (mecanismo de um fuzil), médico etc.
Na regra das paroxítonas, siga  a lógica da tabela abaixo:
ÃO (S)
ÓRFÃO(S)
ÓRGÃO (S)
à (S)
ÓRFÃ (S)
ÍMÃ (S)
EI (S)
VÔLEI, FÁCEIS
JÓQUEI (S)
I (S)
TÁXI(S)
LÁPIS
UM, UNS
ÁLBUM, ÁLBUNS
MÉDIUM, MÉDIUNS
L
FÁCIL
LEGÍVEL
N
HÍFEN, PRÓTON
ABDÔMEN
PS
BÍCEPS, FÓRCEPS
TRÍCEPS
US
BÔNUS, ÔNUS
ÂNUS
X
FÊNIX
LÁTEX
Se a paroxítona termina em ditongo crescente, o acento é obrigatório: mágoa, série, vácuo, tênue (fino).
CUIDADO: Não coloque acento, caso a paroxítona termine em NS (hifens, abdomens) ou M (item, nuvem)
Em palavras como ASSEMBLEIA, PARANOICO, HEROICO, JIBOIA, IDEIA, os ditongos abertos EI e OI não têm acento quando estão na penúltima sílaba!
Outra regra: depois de ditongo, as vogais I e U não levam acento: BOCAIUVA, BAIUCA (uma bodega pequena, uma taberna) e FEIURA.
CASO DAS OXÍTONAS
A sílaba final tem pronúncia demorada (forte, arrastada, tônica).
A palavra só terá acento, caso termine em vogal ou ditongo aberto: cajá, café, cipó, troféus, heróis, tabaréu (inexperiente)
CUIDADO: No caso de SACI, TUPI, TATU, PACU, a última sílaba só poderia ter acento se o I e U estivessem sozinhos.
Portanto, somente coloque acento em palavras semelhantes a TUIUIÚ, PIAUÍ, pois na separação das sílabas fica assim: TUI-UI-Ú/ PI-AU-Í, com as vogais finais isoladas e, portanto, recebem acento na qualidade de segunda letra do hiato.
Já em MU-LHER/ LE-GAL/ JU-IZ/ precisamos lembrar que qualquer consoante final, desde que seja diferente de S, anula o acento, o que não ocorre com LUS/ PA-ÍS/A-TRÁS/ A-TRA-S.
MONOSSÍLABOS TÔNICOS
A regra dos monossílabos tônicos é muito fácil, pois o tempo de pronúncia do vocábulo é um pouquinho mais longo que do monossílabo átono. Observe a frase:
 “Nós desejamos o melhor para os amigos que nos amam”. O pronome reto NÓS tem pronúncia mais demorada que o oblíquo NOS, que de tão rápido e átono equivale ao som de NUS. Isso vale para este outro exemplo:
- Não fez a tarefa por     quê?
- Que disse, professor?
ATENÇÃO: monossílabos tônicos terminados em consoantes diferentes de S, não têm acento: VER/MEL/ DOR/ QUEM/
Também não têm acento, se as vogais forem I ou U:   VI, LI/TU, CRU.

REGRA DO HIATO
 Coloque acento no Í e  Ú tônicos, quando forem a segunda letra do hiato: sa-í-da/ sa-ú-de.
Como já foi visto,  I e U não têm acento se antes houver ditongo:  fei-u-ra, bai-u-ca, bo-cai-u-va.
Se depois do “I” houver NH, nada de acento:  ta-i-nha, ba-i-nha.
Existe uma grafia interessante:  chei-i-nho, sai-i-nha e fei-i-nho, mas também: cheiozinho, saiazinha, feiozinho.



ACENTO DIFERENCIAL

·         O verbo PARA perdeu as botas, ou melhor, o acento diferencial. “Ele para o carro na calçada...”

·         PELO: sem acento, pois no texto descobrimos qual o significado e pronúncia. Ex.: Eu pelo o pelo do teu braço pelo cuidado que te tenho.
Na regra anterior ficava: Eu pélo o pêlo do teu braço pelo cuidado que te tenho.
·         POLO: não tem acento diferencial, quer seja substantivo, quer seja a contração da
preposição antiga POR mais LO.
·         PERA: sem acento, quer seja fruta quer seja o substantivo arcaico PERA(pronúncia “péra", significando “pedra”).

·         O acento ainda continua em PÔDE e no verbo PÔR.

PARÔNIMOS
São palavras parecidas, mas com pequena diferença de pronúncia e grafia. Neste caso, o macete é ficar de olho nas vogais, as quais fazem a diferença. Eis alguns exemplos:
COMPRIMENTO, CUMPRIMENTO/COSTEAR, CUSTEAR/ DESPENSA, DISPENSA/ EMERGIR, IMERGIR/ SOAR, SUAR/ RECREAR, RECRIAR. Bastou a troca de uma vogal para se estabelecer a diferenciação.
HOMÔNIMOS
            Palavras semelhantes na escrita ou na pronúncia, ou em ambas:
Cesta, sesta (sésta- pronúncia aberta), sexta/ Acento, assento/ Censo, senso/ Cegar, segar/ Cerrar, serrar/ Sessão, cessão, seção.


ORTOGRAFIA/EXERCÍCIO
            Use dicionários ou a internet para responder ao que se segue:
1. Empregue S ou Z:
a) saudo___o
b) holandê___
c) atrá___
d) pesqui___a
e) análi___e
f) parali___ia
g) cateque___e
h) catequi___ar
i) duque___a
j) Tere___a
k) Balta___ar
l) mai___ena
m) pou__ada
n) fai__ão
o) qui__
p) improvi___ar
q) esperte___a
r) altive__
s) algo___
2. Use X ou CH: fa___ina; ta___ar; ___á [no persa moderno é “rei”] ; ___á[bebida]; ma__i___e; en__er; en__ente; en__arcar; en__ugar; en__oval; en__ova[peixe]; __eque[no xadrez].
3. Empregue G ou J: fuli__em; pa__em; la__em; via__em [verbo]; pa__é; mo__i [em tupi é Rio das Cobras, referência ao Tietê]; __iló; __ia; ma__estade; __en__ibre[planta originária de Java].
4. Uso dos porquês:
a) ________________você não fez a tarefa?
b) Não fez a tarefa_________________?
c) Responda ________________não fez a tarefa.
d) Estude, _____________é necessário!
e) Esta é a razão________________você não fez a tarefa.
f) Queremos saber o _____________ de você não ter feito a tarefa.
g) Suplico a Deus, _____________você consiga fazer essa simples tarefa!
h) Você não fez a tarefa, segundo me disseram, ___________perdeu o livro.

6. SUBSTANTIVO

- Comuns de dois gêneros (para os dois gêneros!): o artigo define o gênero (sexo): o pianista, a pianista/ o balconista, a balconista/ o dentista, a dentista.
Atenção: Existe uma polêmica nacional com respeito ao masculino de presidente. Escuta-se e lê-se a todo o momento: “A presidenta Dilma...”
Ora, se antes era: o presidente, a presidente, para que forçar uma evolução linguística desse quilate? Se for para escrever artigos por aí, tentando justificar  as coisas só porque jornalistas de tevês famosas assim o querem, que tal cair no ridículo e começarmos a falar A estudanta foi aprovada no vestibular” ?
Portanto, para nós que moramos neste fundão de Brasil, entre o cerrado e a floresta amazônica, dever-se-ia falar e escrever  PRESIDENTA somente no dia em que todos, unanimemente, resolvessem falar ESTUDANTA, GIGANTA, TENENTA, CORONELA.
- Sobrecomuns: artigo e adjetivo não definem o sexo: Paulo é mais uma das vítimas da chamada escola ciclada em que, estudando ou não, o aluno é promovido a nada”
Note que a palavra vítimas ficou caracterizada por vocábulos femininos que a precederam: uma das vítimas...
Contudo, podemos empregar a mesma palavra para uma pessoa do sexo feminino: “Ana foi a oitava vítima do desmoronamento...”
Outros exemplos: a criança é um menino/ a criança era uma menina...
Que horrível monstro era aquela mulher cruel!
Atenção: a palavra MÚSICO [ que gera polêmica] é sobrecomum: Ele é um músico famoso/ Ela é um músico também famosa.

- Epiceno:  os adjetivos macho e fêmea definem o gênero: cobra macho, cobra fêmea/ mamoeiro macho, mamoeiro fêmea.

PARA MEMORIZAR!
            Há substantivos que deixam dúvida quanto ao gênero, se são masculinos ou femininos. Então precisamos memorizar os mais cobrados:
·         Masculinos: o diabete [mas há gramáticos que o consideram feminino também], o dó [Tenho muito dó (pena) de quem erra o dó durante o concerto], o champanha, o herpes, o hematoma, o grama[medida de massa, peso], o plasma, o eczema, o magma, o estratagema, o tracoma, o sósia [ Ela é meu sósia], o cônjuge [Meu cônjuge é aquela mulata maravilhosa ali].
·         Femininos: a própolis ou a própole, a cal, a cataplasma, a preá, a elipse, a derme, a omoplata, a pane, a entorse, a grama [relva], a mascote [ Aquele gato é minha mascote], a sentinela [ Luís é a sentinela da hora]

·         Muda-se o artigo, muda-se o sentido: o cabeça, a cabeça/ o capital, a capital/ o moral [ânimo], a moral [conduta]; o rádio, a rádio/ o nascente, a nascente/ o cura [padre], a cura/ o estepe [pneu], a estepe [vegetação rasteira]; o guia[pessoa], a guia[documento]; o violeta [cor], a violeta [flor]



PLURAL DE ALGUNS SUBSTANTIVOS
a)      Cânon: faz o plural cânons ou cânones
b)      Hífen, hímen, abdômen: hifens, himens, abdomens (sem acento agudo no plural, à semelhança de nuvens)
c)      Cós: tem dois plurais: cós, coses
d)     Sênior/Júnior: fazem o plural em seniores/juniores.
e)      Projétil: projéteis/projetis.
f)       Réptil: répteis/reptis.
g)      Foliona: folionas
h)     Giz: gizes.


7. CRASE - EXERCÍCIOS ORIENTADOS.
(À medida que o professor resolve as questões, vai explicando cada regra)

1.    Coloque o acento grave quando necessário:
a)    Eu me refiro aquele filme de ontem.
b)    Vamos visitar aquela praça.
c)    Só obedeço aquelas leis justas.
d)    Ele gostava de jogadas a Pelé.
e)    As tantas da  madrugada ouviu-se disparo de arma.
f)     Compraste uma calça a vista.
g)    O vendedor dobrou a esquerda e sumiu a vista de todos.
h)    As seis horas se completaram e ele não veio.
i)      Uns vieram a pé, outros a cavalo.
j)     Ele se dedica a dança?
k)    Dirigiu-se a Bahia ou a Cuiabá?
l)      Pescadores voltaram a terra.
m)  Os astronautas retornaram a Terra ontem a tarde.

Observação: Não coloque acento grave, indicativo de crase, antes de verbo porque este, com base no processo morfológico da derivação imprópria, pode se transformar em substantivo (o nascer, o viver, o andar etc), sendo, para efeito de crase, considerado do gênero masculino e, como sabemos, palavra masculina não exige crase. É erro gramatical escrever: Eles começaram à correr às oito da manhã. Escrevamos assim: Eles começaram a correr às oito da manhã.










8. PRONOMES E COLOCAÇÃO PRONOMINAL

1.    Emprego de “eu” e “mim”: Usa-se “eu” quando este pronome for sujeito da ação verbal: Deixou o livro para eu ler. Quem ler? Resposta: eu. Já no caso do “mim” deve-se empregá-lo quando este puder ser deslocado na frase. Ex: É fácil para mim dizer isto/ ou: Dizer isto é fácil para mim.
2.    Lo, la, los, las: Não são eufônicas [pronúncias agradáveis] formas como: Quero amar-a; vamos ler-o;  quis-o; faz-o . As letras R, S e Z caem e dão lugar às formas LO, LA, LOS, LAS: amá-la, vamos lê-lo.
3.     “Com nós”  e “conosco” : Usa-se “com nós” sempre que a ele seguem os vocábulos mesmos, próprios, todos, outros, ambos, dois, três etc. Ex.: Com nós mesmos; com nós ambos; com nós dois etc. Empregamos “conosco” quando este encerra um pensamento: Ela falou conosco, mas não foi possível irmos.
4.    Consigo: só é usado se houver voz reflexiva: José pensava consigo: Vou tomar banho!

1.    PRÓCLISE - O pronome oblíquo vem antes do verbo: Nós o vimos aqui.
a)    Ocorre próclise se a frase começa com um pronome reto: Eu te amo! Neste caso, pronome fica perto de pronome.
b)    Se houver um vocábulo sem imagem, ou seja, sem possibilidade de o representarmos concretamente, como é o caso de não, que, nada, tudo, sempre, para, como etc., ocorrerá próclise: Não se vá; eu sei que me queres; “... nada se cria, tudo se transforma”; Para se conseguir, basta esforço; você fala como se fosse dono da verdade.
2.    ÊNCLISE - O oblíquo vem após verbo: Ela amou-me como ninguém...
a)    Ocorre ênclise sempre que a frase inicia-se com verbo e sujeito oculto: Deu-lhe amor, carinho e educação.
b)    Após a vírgula, ponto-e-vírgula ou outro sinal de pontuação: Bem, percebe-se que és sábio!
3.    MESÓCLISE - somente quando o verbo se apresentar no futuro: Dar-te-ei o livro de que gostas mais. Note que o oblíquo te veio entre dois verbos: dar e hei. É como se disséssemos: Hei de dar. Assim: DARHEI, que desmembrado fica: DAR-   -EI [sem h]. Uma vez que meso significa no meio, coloque o oblíquo entre o verbo principal[dar] e o auxiliar de futuro[hei]= DAR-TE-EI.

EXERCÍCIO ORIENTADO
[ O professor explica sobre o pronome oblíquo quando funciona como objeto]

1.    Use OD para objeto direto e OI para objeto indireto:

a)    Queremos vê-la aprovada e dar-lhe os parabéns.
b)    Peço-lhes toda a atenção, pois os amo e desejo-lhes o melhor.
c)    Li a história, mas não a entendi.
d)    Enganei-me porque quis, mas era evidente que ele era um impostor.





  1. EMPREGO DE CUJO – ONDE – AONDE

                   CUJO - não deve vir seguido do artigo para que se evite um encontro de vogais. É erro gramatical dizer: Aquele é o menino cujo o  pai está aqui.
                   ONDE - deve-se usar esse pronome relativo quando a idéia é de lugar: A região onde nasci era atrasadíssima!
                   AONDE - só quando houver verbo de movimento: Aonde você pensa que vai?


10. VERBO (CONJUGAÇÃO)
[ O professor  deverá explicar todas as conjugações, desinências e tipos de verbos]

                   Eis alguns verbos irregulares no presente do indicativo:
1.    DAR - dou, dás, dá, damos, dais, dão.
2.    AGUAR - águo, águas, água, aguamos, aguais, águam.
3.    NOMEAR - nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam.
4.    ODIAR - odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam.
5.    CABER - caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem.
6.    FAZER - faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem.
7.    CRER - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem.
8.    DIZER - digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem.
9.    LER - leio, lês, lê, lemos, ledes, lêem.
10. MOER - môo, móis, mói, moemos, moeis, moem.
11. PERDER - perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem.
12. PODER - posso, podes, pode, podemos, podeis, podem.
13. PÔR: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem.
14. PRECAVER [ é verbo defectivo]- precavemos, precaveis.
15. PROVER - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem.
16. REQUERER - requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem.
17. REAVER[ defectivo no presente do indicativo]- reavemos, reaveis.
18. SABER  - sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem.
19. TRAZER - trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem.
20. VALER  - valho, vales, vale, valemos, valeis, valem.
21. VER - vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem.
22. VIR - venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm.
23. ABOLIR[  defectivo na 1ª pessoa]-aboles, abole, abolimos, abolis, abolem.
24. AGREDIR - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem.
25. CAIR - caio, cais, cai, caímos, caís, caem. Obs. Não confundir com o CAIAR - caio, caias, caia, caiamos, caiais, caiam.
26. COBRIR - cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem.
27. CONSTRUIR - construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem.
28. FALIR [ defectivo] falimos, falis.
29. FERIR - firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem.
30. FRIGIR - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem.
31. IR - vou, vais, vai, vamos, ides, vão.
32. OUVIR - ouço[ ou: oiço] ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem.
33. POLIR - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem.
34. RIR - rio, ris, ri, rimos, rides, riem.
35. SUAR - suo, suas, sua, suamos, suais, suam.
36. SORTIR - surto, surtes, surte, sortimos, sortis, surtem.

11. ADVÉRBIOS

                   Os advérbios indicam circunstâncias que se ligam a verbos, adjetivos e até mesmo a outros advérbios. Ex: Durmo muito [circunstância de intensidade referente ao verbo dormir]; Ela é deveras prudente [circunstância de afirmação referente ao adjetivo prudente]; Durmo muito pouco [o advérbio muito modificando para mais o sentido de pouco].
                   As principais circunstâncias são:
a)    Afirmação - sim, certamente, deveras, efetivamente etc
b)    Companhia - com a mãe, com os amigos, com todos nós etc.
c)    Causa - de fome, de uma moléstia desconhecida etc.
d)    Dúvida - talvez, quiçá, possivelmente etc.
e)    Finalidade - para a defesa de, para conseguir, para ser feliz etc.
f)     Interrogativos - Por quê?[causa]; quando?[tempo]; onde?[lugar]; como?     [modo]
g)    Intensidade - muito, pouco, menos, bem [bem grande] etc.
h)    Instrumento - a bala, a facada, a lápis, a máquina etc. Obs: Estas locuções adverbiais não exigem acento grave indicativo de crase.
i)      Lugar - aqui, abaixo, acima, perto, junto etc.
j)     Meio - de trem, a cavalo, de avestruz, de avião, de navio etc.
k)    Modo - assim, bem, mal, depressa, alegremente etc.
l)      .Negação - não, nunca, jamais.
m)  Tempo - ontem, hoje, agora, amanhã.





EXERCÍCIO

1.    Classifique os advérbios:

a)    Ela estava muito bonita e falava elegantemente.
b)    O cachorro recebeu-me alegre e euforicamente.
c)    Onde estão as promessas que me fizeste.
d)    Não sabemos quando eles chegarão.
e)    Aquilo que fazemos com amor surte maior efeito.
f)     Sabia de memória todas as regras gramaticais.
g)    Nossa família vive na zona rural e anda de carro-de-boi.
h)    Palestinos receberam israelenses com pedras e estes revidaram com tiros.
i)      Estude muito para que consiga aprovação no concurso público!




12. PALAVRAS E EXPRESSÕES DENOTATIVAS
Empregadas nas dissertações e narrações

1.    Exclusão - menos, exceto, exclusive, tirante, fora, salvo, senão, sequer, apenas.
2.    Inclusão - inclusive, também, até, outrossim, ainda, além disso.
3.    Designação - Eis
4.    Retificação - aliás, isto é, ou melhor.
5.    Situação - afinal, então, agora.
6.    Explicação - a saber, isto é, por exemplo, ou seja.
7.    Realce - é que, ora, aí.
8.    Afetividade - ainda bem, felizmente.


13. CONJUNÇÕES


1.    Coordenativas:

a)    Aditivas - e, nem; mas também; como também.
b)    Adversativa - mas, porém, todavia, entretanto, no entanto.
c)    Alternativas - ou...ou; ora...ora; quer...quer
d)    Conclusivas - logo, portanto, assim, por isso, por conseguinte.
e)    Explicativa - porque, pois, que( se houver pedido, solicitação, ordem).

2.    Subordinativas:

2.1- Integrantes - que, se
2.2- Adverbiais:

a)    causal - Não compareceu à reunião porque estava doente ( não traz verbo no imperativo)
b)    comparativa - O policial foi mais rápido que o ladrão.
c)    conformativa - Tudo saiu conforme havíamos previsto.
d)    concessiva - Você consegue boas notas, embora estude pouco.
e)    condicional - Faremos isto ou aquilo, se Deus permitir
f)     consecutiva - Fazia tanto frio que tremíamos.
g)    final - Fale baixo a fim de que as pessoas não sejam incomodadas.
h)    proporcional - Adquirimos mais experiência à medida que envelhecemos.
i)      temporal - O lavrador volta para casa quando o sol se põe.








14. CONCORDÂNCIA NOMINAL

1.    Grão[ grande]- não tem plural, mas tem gênero: Os grão-duques/ As grã-duquesas
2.    Longe - quando significa distante possui plural: longes terras. Se for advérbio de lugar, não vai para o plural: Estavam longe de nós.
3.    Caro/barato - como adjetivos têm plural: Comprou roupas caras e presentes baratos. Como advérbios ficam no plural: Pagamos caro pelas roupas.
4.    Menos/ alerta/ Pseudo - estes três vocábulos nunca têm plural nem feminino: Ela estava menos cansada que os demais atletas. Os policiais estavam alerta. Os pseudo-médicos foram presos.
5.    Junto - quando significa unidos possui plural: Os meninos andavam juntos. Caso signifique juntamente não pluraliza: Enviamos os documentos junto. Se vem com preposição, nada de plural: Os grevistas continuam junto à fabrica.
6.    Tal qual Tal combina com palavra anterior e qual com a posterior: Os filhos são tais qual o pai/ O filho é tal quais os pais.
7.    Obrigado - varia em gênero: Ela disse: Muito obrigada!  Caso uma mulher esteja falando em nome de homens e mulheres, não há flexão genérica: Em nome da turma ela disse: Muito obrigado!
8.    Quite - tem plural: Nós estamos quites.
9.    Bastante - só tem plural quando significa muitos, muitas: Vimos bastantes pessoas na festa.
10. Só - quando significa sozinho tem plural: Marido e mulher ficaram sós. Quando significa apenas não pluraliza: Eles comeram  biscoitos e doces.
11. Mesmo/próprio - variam em gênero e número: Ela mesma/ Elas mesmas
12. Anexo/ Em anexo - somente o primeiro varia: Os documentos seguiram anexos/As cartas foram em anexo (em anexo jamais se flexiona!)
13. Meio - se for metade varia: Chupei meia dúzia de laranjas. Quando significa um pouco, não varia: Estávamos meio cansados.




15. CONCORDÂNCIA VERBAL

1.    HAVER - fica no singular quando traz idéia de existir: Havia pessoas na sala.
      A expressão DEVE HAVER nunca vai para o plural!
2.    FAZER - não tem plural quando a idéia é de tempo físico ou cronológico: Faz frio! Faz dez anos...
3.    PARECER+INFINITIVO - somente um dos dois verbos é que vai para o plural, jamais ambos: Vocês pareciam caminhar/ Vocês parecia caminharem.
4.    DAR, BATER, SOAR - concordam com o numeral: Deram oito horas/ Bateram 12 horas/ Soaram 10 horas.
5.    VERBO COM PARTÍCULA APASSIVADORA - faz o plural normalmente: Aluga-se automóvel/ Alugam-se automóveis.

6.    VERBO COM PARTÍCULA DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO - não vai para o plural: Precisa-se de empregados.

7.    SER - concorda com o numeral: São 12 horas/ São 15 de maio (mas a gramática aceita também a forma singular, uma vez que se trata de oração sem sujeito, não tendo o verbo com quem concordar: É 12 horas/ São 15 de maio).

8.    Se o sujeito for TUDO, o verbo concorda com o predicativo: Tudo são flores.



16. REGÊNCIAS VERBO-NOMINAIS

                   Regência verbal é a  maneira como o verbo se apresenta, com ou sem preposição. Assim sendo, temos verbos regidos ou não pela preposição. Eis as principais regências:
a)    Amar, ver, adorar, estimar, admirar, cumprimentar, visitar, namorar, esperar, convidar são verbos transitivos diretos e, portanto, não admitem obrigatoriamente a preposição, embora encontremos às vezes tais verbos com objeto direto preposicionado como é o caso de O filho viu ao pai em que a preposição ao evita ambigüidade.
b)    Não se deve dizer: Namoro com você. Diga simplesmente: Namoro você.
c)    O verbo esperar pode trazer preposição: Espero por Maria/ ou: Espero Maria.
d)    Obedecer vem com preposição: Obedeça aos pais.
e)    Assistir traz regências diferentes conforme o sentido da frase:
n Sem preposição significa dar assistência: O médico assiste os pacientes[ os = artigo]
n Com a preposição ao significa olhar: Assistimos aos jogos da Copa do Mundo.
n Com o oblíquo lhe significa favorecimento: Este direito não lhe assiste.
n Com a preposição em significa residir, morar: O guarda assiste em Cáceres. (Esta forma é raramente usada).
f)     Aspirar:
n Com idéia de inalar, cheirar traz apenas artigo: Aspire o ar puro do sertão.
n Com sentido de desejar, querer, almejar tem preposição: Aspiro ao episcopado.
g)    Visar:
n Com o sentido de pôr visto não traz preposição: O gerente visou o cheque.
n Com idéia de desejar traz preposição: Jackson visava ao cargo.
h)    Preferir: só admite a preposição a: Prefiro doce a salgado. Jamais use do que com o verbo preferir!
i)      Chegar, ir: vêm com a preposição a: Chegamos a casa. Fomos à igreja.
j)     Simpatizar, antipatizar: admitem somente a preposição com: Simpatizei com você
k)    Casar: vem com a preposição com: Ela se casou com um rapaz belga.
l)      Esquecer: pode vir com ou sem preposição, tendo, desta forma, dois objetos: Esqueci o dinheiro/ Esqueci do dinheiro.
m)  Morar, residir, situar: vêm sempre com a preposição em: Moramos na [em + a] rua Sampaio.
n)    Custar: significa ser difícil e é erro dizer: Eu custei a reconhecê-lo. Deve, portanto, dizer: Custou-me reconhecê-lo.
o)    Chamar: possui mais de um sentido:
n Com artigo, traz objeto direto: Chamei o professor.
n Com preposição pode trazer objeto direto preposicionado: Chamei por você.:
n Com lhe passa a ser verbo transitivo indireto: O povo lhe pedia que ficasse.
p)    Responder: quando tiver apenas um objeto, este será sempre indireto: José respondeu ao questionário.
q)    Precisar: no sentido de indicar com exatidão traz objeto direto: O acusado precisou o local do crime. No sentido de necessitar traz objeto indireto: Precisamos de amor e carinho.
r)     Presidir, ajudar, abdicar, atender, proceder: podem vir ou não com preposição: Ele abdicou o trono/ Ele abdicou ao trono.
s)     Proceder: é verbo transitivo indireto: O juiz procedeu ao inquérito.

ALGUMAS REGÊNCIAS NOMINAIS
a)    amor a
b)    ânsia de, por
c)    antipatia a,  para com, por
d)    bacharel em
e)    confiança em
f)     fé em
g)    doutor em
h)    entusiasmo para, por
i)      gosto por
j)     inclinação a, para
k)    obediência a
l)      pavor a, de
m)  repulsa a, para com, por
n)    saudade de
o)    simpatia a, para com, por
p)    amável com, para com
q)    ansioso por, em, de
r)     atencioso para com, com
s)     contente de, em, por
t)     contíguo a, com
u)    cruel com, para com
v)    desesperado com, por
w)   desgostoso com, de
x)    fácil de, para
y)    lento em, de
z)    oprimido com, por, de
aa) próximo a, de
bb) situado a, entre, em
cc) suspeito de
dd) triste com, de, por
ee) útil a, para
ff)  bom a, para
gg) vantajoso a, para
hh) vizinho de, a, com
ii)    contrariamente a
jj)   favoravelmente a
kk) relativamente a




18. TIPOS DE SUJEITO E PREDICADO
EXERCÍCIO ORIENTADO
(Antes de resolver, o professor explicará os tipos de sujeito e predicado)

1.    Classifique o sujeito das orações destacadas:

a)    Em Deus crêem as pessoas?
b)    Brasil e Argentina são vizinhos. Mantêm relações diplomáticas há anos.
c)    Morreu no acidente o motorista e o passageiro.
d)    Roubaram-se a carteira com dinheiro.
e)    Fazia muito calor em Cuiabá.
f)     Em cada sala havia 30 alunos matriculados.
g)    São 12 horas e 30 minutos.
h)    Precisa-se de medicamentos no posto de saúde.
i)      Alugam-se casas nesta rua?

2.    Transforme as orações com sujeito agente em orações com sujeito paciente:

a)    As ondas destruíram o navio
b)    O mecânico consertou o carro.
c)    As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.
d)    O vento carregava as folhas.

3.    Use PV para predicado verbal, PN para predicado nominal e PVN para predicado verbo - nominal:

a)    As moças estavam felizes com o resultado do vestibular.
b)    Os estudantes fizeram uma boa apresentação.
c)    O relógio bateu 12 horas.
d)    Tudo são flores.
e)    O nenê dormia choroso.

4.    Classifique os verbos das orações abaixo em transitivo, intransitivo e de ligação:

a)    Nós fechamos o portão.
b)    O animal morreu de fome.
c)    Nós viajamos para Vila Bela.
d)    Você parece preocupadíssimo.
e)    As ondas embarrancam o rio Paraguai.
f)     O tempo passou depressa.






18. COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL

                   O complemento nominal é o termo da oração que não deve, em hipótese alguma, ser retirado da frase. Já o adjunto adnominal pode, pois não prejudica 100%  o sentido da frase. Vejamos os exemplos e diferenças:
a)    Tenha respeito para com os mais velhos.
A parte destacada é complemento nominal porque, se a retirarmos da frase, esta não terá sentido completo, uma vez que quem tem respeito tem respeito para com alguém ou alguma coisa.
b)    O amor dos pais deve ser levado em conta.
Se retirarmos da frase a locução dos pais, mesmo assim ainda haverá clareza. Neste caso é adjunto adnominal.

19. OBJETO INDIRETO E ADJUNTO ADNOMINAL
                   Objeto indireto prende-se ao verbo: João dependia dos pais.
                   Adjunto adnominal refere-se ao substantivo, identificando-o: O doce de leite estava ótimo ( identificamos pelo tipo).
                   Obs.:  No caso de complemento nominal, este se prende ao substantivo, mas não o identifica: Você e eu temos amor aos amigos.
           


20. VOZES VERBAIS
[ O  professor explica sobre vozes verbais]

1.    Passe as frases para a voz ativa:

a)    Os candidatos foram entrevistados por Jô Soares.
b)    Nós fomos curados pelo médico.
c)    Fomos avisados pelo caminhoneiro.
d)    Ele foi encontrado por nós na rua.

2.    Identifique reciprocidade e voz reflexiva:

a)    O garoto feriu-se levemente.
b)    Infelizmente ele se perdeu na mata.
c)    Os jogadores do Brasil se abraçavam.
d)    Romário e Felipão acusaram-se durante entrevistas.
e)    Ele se matava fazendo greve de fome.








21. EXERCÍCIO ORIENTADO-APOSTO E VOCATIVO
[O professor explica o conteúdo antes]

1.    Use A  para aposto e V para vocativo em relação às partes destacadas:
a)    Estudem, meninos, a lição de português!
b)    O rio São Francisco nasce em Minas Gerais.
c)    O Corinthians, campeão da Copa do Brasil, enfrentou o Brasiliense.
d)    Pai, se possível, afasta de mim esse cálice!

22. EMPREGO DE “QUE” E “SE”

1.    Como objeto direto: O menino sujou-se. Note que, além de reflexivo, o se equivale à própria palavra menino: O menino sujou o menino. Como o pronome evita repetição, então dizemos: O menino sujou-se. Vê-se também que o verbo sujar é transitivo direto, pois quem suja, suja algo: o quê? O menino sujou o menino = O menino sujou a si próprio = sujou-se.

2.    Como objeto indireto: pode ser trocado por: a si, para si; a si próprio, a si mesmo: Ele se reservou o direito de ficar calado = Ele reservou para si o direito de ficar calado.

3.    Parte integrante do verbo pronominal: arrepender-se, queixar-se, aproximar-se.

4.    Pronome recíproco: eqüivale a um ao outro, uns aos outros: Os candidatos à Presidência acusavam-se = Os candidatos acusavam um ao outro, ou: Os candidatos acusavam uns aos outros.

5.    Substantivo: traz o artigo antes: Explique o se no exercício dado.

6.    Partícula de realce: pode-se retirar da frase: A saudade foi-se embora = A saudade foi embora.

7.    Como índice de indeterminação do sujeito acompanha verbo no singular. De acordo com a professora Lyzete Pinheiro da Silva, o se pode ser substituído por a  gente: “Vive-se bem aqui”, ou: “A gente vive bem aqui”.

8.    Como partícula apassivadora, a oração pode ser colocada na voz passiva: Vende-se peixe = Peixe é vendido; Tapam-se buracos nas ruas de Cáceres = Buracos são tapados nas ruas de Juína.

9.    Conjunção integrante, introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta: Não sei se você me ama de verdade!

10. Usa-se o “que” geralmente como conjunção em orações subordinadas: Os candidatos esperavam que as provas fossem fáceis/ O futebol, que dizem ser de origem inglesa, tem no Brasil seu grande público.

11.  O “que” tem valor explicativo: Amem uns aos outros, que é agradável a Deus.

12.  O “que” como pronome interrogativo: Que pensa você sobre o amor?

13.  O “que” é acentuado se for tônico: Você disse o quê?

14.  O “que” evita repetição desnecessária de palavras: José é o amigo que me convidou a viajar à Espanha (evita repetir “José”).

                                                                       
23. DISSERTAÇÃO – PARTE 1

                   Dissertação nada mais é do que expor ideias a respeito de um assunto, analisando-as, discutindo-as por meio do desenvolvimento. Para isto, cobra-se correção gramatical, originalidade, clareza, unidade e coerência.
                   Para haver originalidade é preciso evitar frases feitas, ou seja, o lugar-comum, o clichê, as idéias vulgares.
                   A clareza do texto só existirá se este não trouxer ambigüidade, detalhes supérfluos e períodos excessivamente longos.
                   A ordem adequada em que as ideias são colocadas é o que constitui a unidade do texto.
                   Coerência é quando a ideia apresentada está de acordo com a realidade histórica, política, econômica, social, científica etc.

DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO

                   Imagine que o professor lhe apresente como tema a palavra ESPORTE. Qual o primeiro passo a seguir antes de começar a dissertação? Com certeza você irá delimitar o assunto, escolhendo talvez o futebol no âmbito da primeira divisão em Mato Grosso. Outras pessoas na sala de aula poderão falar de ESPORTE em termos de voleibol, handebol etc.

1.    No texto abaixo, o assunto é televisão. Qual o tema desenvolvido por Décio Pignatari?

                   A televisão transforma, desfaz e cria hábitos. Os arquitetos já precisam prever, em seus projetos, um espaço especial para os receptores de TV. A classe média se orgulha de exibir seus aparelhos, a alta burguesia e a possível aristocracia os escondem: a escolaridade é inversamente proporcional à televisualidade... Os espetáculos e eventos são montados tendo em vista o olho grande da TV: este foi um dos ponderáveis motivos por que os imponentes funerais dos papas Paulo VI e João Pauli I  e da sagração deste último foram montados na Praça de São Pedro e não no interior da basílica... E seria um não mais acabar de exemplos e considerações, sendo suficiente que se diga, enfim, que a própria noção de cultura não pode hoje ser debatida sem levar-se em conta a presença dos mass media - a televisão em especial.

A ESTRUTURA DO TEXTO

                   O parágrafo dissertativo deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão.
                   A introdução também se chama tópico frasal. É a idéia-núcleo a ser desenvolvida no parágrafo dissertativo. O tópico frasal é a idéia que orienta todo o texto para que não haja incoerência, ou seja, fuga do assunto, da realidade. Ex.: O namoro entre adolescentes causa muita preocupação aos pais.

                   Desenvolvimento é o mesmo que argumentação. Para tanto, pode-se lançar mão de técnicas argumentativas a fim de que o assunto convença o leitor. Eis algumas: alusão histórica, exemplificação, dados estatísticos [jamais invente números, pois dados têm de ser reais], opinião de autoridades no assunto [por exemplo: se o tema é pena de morte, cite opinião de juízes, religiosos, filósofos, secretários de segurança pública e outros], dados científicos, comparação[ se está falando de moda, pode comparar diferentes gerações e épocas].
                   Há textos dissertativos que deixam o desenvolvimento para o parágrafo imediatamente posterior ao tópico frasal, mas podemos iniciá-lo logo após o referido tópico, no primeiro parágrafo. Assim:
                   O namoro entre adolescentes causa muita preocupação aos pais. Não é sem motivo que famílias buscam orientação nesse sentido uma vez que muitas jovens na fase da puberdade engravidam sem  nenhuma estrutura psicológica para ser mães. Além disso, os rapazinhos estão em idade escolar e, ser pai nessa fase da vida, é muitíssimo desconfortável para garotos imaturos, embora haja exceções.
                  
                   A conclusão, por sua vez, é a síntese das idéias apresentadas no tópico frasal e analisadas durante o desenvolvimento. É uma retomada da introdução, só que trazendo uma sugestão do autor.
                   E como se deve concluir o texto? Geralmente empregamos os elementos portanto, assim sendo, logo, finalmente, desta forma etc. Ex.:
                   O namoro entre adolescentes causa muita preocupação aos pais. Não é sem motivo que famílias buscam orientação nesse sentido uma vez que muitas jovens na fase da puberdade engravidam sem nenhuma estrutura psicológica para ser mães. Além disso, os rapazinhos estão em idade escolar e, ser pai nessa fase da vida,  é muitíssimo desconfortável para garotos imaturos, embora haja exceções. Portanto, a falta de orientação coloca o adolescente diante de um problema que ele não está pronto para enfrentar, cabendo não apenas aos familiares mas também a todos nós o dever de ajudar garotos e garotas por meio de uma educação sexual mais racional e menos moralista.

EXERCÍCIO

1.    Desenvolva e conclua cada tópico frasal abaixo:
a)    A pena de morte não é a saída para o problema da criminalidade.
b)    A violência sempre foi acentuada em todas as gerações passadas.

COMO COMEÇAR UM TEXTO DISSERTATIVO?

1.    Citação - revela leitura e conhecimento do assunto por parte do autor: “O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem de seu uma coisa: a morte.”
2.    Declaração surpreendente - trata-se de uma frase negativa ou afirmativa causadora de impacto no leitor, mas possível de ser desenvolvida: “Jamais houve cinema silencioso. A projeção das fitas mudas era acompanhada por música de piano ou pequena orquestra.” [Maurício Rittner]
3.    Pergunta - pode haver mais de uma, porém o desenvolvimento deve ser em forma de esclarecimento: Que é a vida? Esta é uma  questão que se pode definir obviamente como sendo o espaço  compreendido entre o nascimento e a morte do indivíduo. Já no plano filosófico-espiritual, vida é tão somente aquilo que buscamos, embora esteja dentro de nós.
4.    Definição - é o emprego da metalinguagem, sempre explorando o verbo ser: “O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários, do ambiente, da idade, embora ainda não tenham sido descobertas as causas precisas que o determinam.” [Ana Aslan]
5.    Narração - os fatos poderão ter sido testemunhados pelo autor ou facilmente comprovados: Semana passada deu no Jornal Nacional que o processo de paz no Oriente Médio está longe de se concretizar porque Ariel Sharom não aceita negociações com Arafat.
6. Metáfora ou comparação - Os meios de comunicação, com sua velocidade estonteante de informação, fazem de cada homem um condômino do mundo. [Glauco Carneiro]
 Se se pode dizer que o futebol é a telenovela do homem, a telenovela é o futebol da mulher brasileira. [ Décio Pignatari]
7. Dados estatísticos - É vasto e imenso o território nacional. São 8.511 mil km² para uma população de um pouco mais de 160 milhões de habitantes.
8. Ponto de vista oposto - Sempre dizemos que o Brasil é a terra do futebol. Esta idéia tão difundida  pela maioria dos narradores esportivos não tem base sólida. O Brasil também é a terra do automobilismo, do vôlei, da pesca etc.

EXERCÍCIO
1.      Assunto: publicidade. Delimitação: A publicidade no Brasil. Objetivo: mostrar como a mulher se apresenta na publicidade de um modo geral. Com estes dados, crie um tópico frasal, desenvolvendo-o e fazendo a conclusão.

24. COERÊNCIA

                   Dizemos que um texto é coerente quando está de acordo com a realidade, a qual pode ser: histórica, política, econômica, social, científica etc. Com base nisto, resolva os exercícios a seguir:
1.    [UNICAMP-SE] - A maneira como certos textos são escritos pode produzir efeitos de incoerência, como no exemplo: “Zélia Cardoso de Mello decidiu amanhã oficializar sua união com Chico Anysio”.
A Tarde, 16 set. 1994
É o que ocorre no trecho abaixo:
As Forças Armadas Brasileiras já estão treinando 3 mil soldados para atuar no Haiti depois da retirada das tropas americanas. A Organização das Nações Unidas(ONU) solicitou o envio de tropas ao Brasil e a mais quatro países, disse ontem o presidente da Guatemala, Ramiro de Leon.
O Estado de São Paulo, 24 set. 1994
a)    Qual o efeito da incoerência presente nesse texto?
b)    Do ponto de vista sintático, o que provoca esse efeito?
c)    Reescreva o texto, introduzindo apenas as modificações necessárias para resolver o problema.





25. COESÃO

                   Não se deve, em um texto dissertativo, escrever um amontoado de frases soltas sem que haja o desenvolvimento delas. Um exemplo de frases sem coesão[ sem unidade de desenvolvimento] está no texto a seguir extraído do Minimanual Compacto de Redação e Estilo da editora RIDEEL, 1999, págs. 294-5:
                   A industrialização é um fenômeno característico das sociedades modernas. Industrialização é criação de indústrias. As indústrias produzem bens de consumo e bens de produção.
                   O Brasil está se industrializando. Existem países mais industrializados que o Brasil, como Estados Unidos, Japão, etc. Há outros mais atrasados como o Paraguai e o Haiti, por exemplo. Algumas indústrias poluem o meio ambiente. Mas as indústrias dão emprego a muita gente. As indústrias se concentram nas regiões industriais. Enfim, a industrialização é a alma do progresso.
                   A coesão de um texto não se restringe apenas à boa relação entre frases e parágrafos no que diz respeito ao desenvolvimento destes. Há elementos coesivos muitíssimo empregados:
a)    Pronomes: evitam repetições desnecessárias. Exemplo:
      Manuel é cacerense. Manuel é morador na Cohab Nova. Manuel tem 25 anos. Manuel leciona no bairro Cohab Nova.
                   O texto acima destacado repete abusivamente a palavra Manuel. Para evitar isso, podemos empregar pronomes como:
                   Manuel, que tem 25 anos, é cacerense. Ele é morador na Cohab Nova onde leciona.
b)    Numeral: pode ser usado para evitar repetir nomes anteriormente citados: Japão e Estados Unidos são potências econômicas. Os dois [ambos] monopolizam tecnologias.
c)    Expressões sinonímicas: Edson Arantes do Nascimento fez mais de mil goles. O Rei do Futebol nasceu em Minas Gerais. Pelé jogou na Copa do Mundo de 1970.
                   Além destes elementos coesivos, temos conjunções e preposições. Também se deve considerar a ordem das palavras na frase, pois sua inversão leva a significações diversas. Ex.: Cáceres é uma grande cidade [idéia coerente porque é grande em valor, importância]. Agora: Cáceres é uma cidade grande traz a idéia de tamanho e isso não é verdade em relação a Cuiabá, Campo Grande, São Paulo etc.

26. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

O leitor deve ter muito cuidado com as questões objetivas de concurso público pois nelas encontramos “pegadinhas” . Assim, fique de olho em cada alternativa porque podem trazer:
·       extrapolação- fuga dos limites do texto
·       redução- fala apenas de uma parte do texto, o que não é suficiente para explicar todo ele
·       contradição- conclusões opostas às expressas pelo texto.
Só para exemplificar, leia o texto a seguir e, depois, fique atento às questões propostas pois são “pegadinhas” :
                   O enriquecimento [ampliação] de uma língua consiste em “usar”, “praticar” a língua. As palavras são como peças de um complicado jogo. Jogando a gente aprende. Aprende as regras do jogo. As peças usadas são as mesmas, mas nunca são usadas da mesma maneira. No deixar-se carregar pelo jogo do uso somos levados às inúmeras possibilidades da língua. As possibilidades são sempre diferentes, nunca iguais. Mas todas as diferenças cabem na mesma identidade. Todas as palavras figuram nos vários discursos como diferentes: diferentes são as palavras no discurso científico, literário, filosófico, artístico, teológico. Mas cabem sempre na mesma identidade. São expressões possíveis da linguagem.
Arcângelo R. Buzzi, Introdução ao pensar.
Petrópolis, Vozes, 1973, pág. 229

1.    De acordo com o texto:
a)    as palavras da língua correspondem às peças do jogo
b)    as palavras da língua correspondem às regras do jogo
c)    as peças do jogo correspondem às regras do jogo
d)    jogos diferentes exigem peças diferentes
e)    frases diferentes exigem palavras diferentes
                   O Minimanual Compacto da editora RIDEEL traz como gabarito a alternativa “a”. Observe que a letra “b” extrapola o texto, restringindo o assunto à idéia de jogo, que não vem ao caso. Da mesma forma a letra “c”  passa a ter uma visão apenas de jogo, mas não da língua. A letra “e” não condiz com a realidade do texto uma vez que podemos ter frases diferentes usando a mesma palavra: São Paulo é uma cidade grande/ São Paulo é uma grande cidade.

EXERCÍCIO
(UF-BA) - O nosso passado de incultura literária e de relativo desapreço pelo livro criou, para o presente, uma ambígua predisposição psicológica, que se traduz ora pelo imoderado desânimo perante a nossa massa colossal de analfabetos, ora pelo cego otimismo diante da saudável expansão do parque editorial.
      De acordo com o texto:
a)    não há equilíbrio na maneira como o brasileiro se dispõe a encarar a situação do livro no Brasil
b)    o número exorbitante de analfabetos no país explica a pouca importância que se dá ao livro
c)    a expansão do parque editorial desperta o interesse do leitor pelo hábito da leitura
d)    a cultura literária brasileira do passado não se compara com a do presente
e)    é ambígua a predisposição psicológica do brasileiro em face do problema da aquisição do livro
2.    O escritor se habituou a produzir para públicos simpáticos, mas restritos, e a contar com a aprovação de grupos dirigentes, igualmente reduzidos. Ora, esta circunstância, ligada à esmagadora maioria dos iletrados que ainda hoje caracteriza o país, nunca lhe permitiu diálogo efetivo com a massa, ou com o público de leitores suficientemente vasto para substituir o apoio e o estímulo de pequenas elites.
     De acordo com o texto:
a)    o escritor isola-se da sociedade porque se empenha em escrever exclusivamente para uma elite
b)    um público leitor suficientemente vasto é condição para o sucesso do escritor
c)    a penetração do livro nos diversos grupos sociais depende do apoio de pequenas elites
d)    é inútil a publicação de livros no país, visto ser esmagador o número de iletrados
e)    há causas de natureza sócio-cultural que impedem a comunicação do escritor com o grande público.
3.    A história é isto. Todos somos os fios do tecido que a mão do tecelão vai compondo, para servir aos olhos vindouros, com os seus vários aspectos morais e políticos. Assim como os há sólidos e brilhantes, assim também os há frouxos e desmaiados, não contando a multidão deles que se perde nas cores de que é feito o fundo do quadro.
      Infere-se do texto que a história:
a)    é feita de indivíduos que, por serem iguais, são todos como fios de um mesmo tecido
b)    se faz com os homens fortes, com os fracos e com aqueles cujo número se perde, por serem muitos
c)    é um quadro em que se pode ver a trajetória moral e política dos homens
d)    é um grande quadro, composto por um tecelão que tinge uniformemente os fios com que trabalha
e)    seleciona, para fazer parte de seus quadros, somente os fortes, desprezando os fracos e insignificantes
4.    (UF-ES) - Polícia para quem precisa
                                     Haquira Osakabe
                   Como resultante de uma opressão generalizada, a pichação é um problema cuja solução depende muito mais do desenvolvimento e multiplicação dos canais adequados de expressão. Além disso, considerada também como resultante de um desequilíbrio entre o massivo e o individual, há que se entender que sua solução depende de que a sociedade se harmonize dentro de suas próprias contradições. Até lá, a emergência do ocultado, seja por pichações, passeatas ou explosões, é inevitável. Transformar essa emergência numa questão policial é declarar guerra contra um falso inimigo.
É INCOERENTE  com o texto:
a)    “Neste país, onde questões de sobrevivência, cultura e educação confundem-se na mesma inviabilidade, que outra coisa se poderia esperar senão irrupções rebeldes, constantes e intermitentes da individualidade solapada nos seus mínimos direitos, inclusive o da expressão?”
b)    “Trata-se do fruto da necessidade de expressão pública de um discurso da intimidade que, dessa forma, vinga o movimento massivo dos discursos dominantes em circulação”.
c)    “Roubar um muro com texto ou figura é uma necessidade para o pichador”.
d)    “O dever do Estado é proteger a propriedade de todos da sanha de cada um e a propriedade de cada um da sanha de todos. A pichação de bens públicos ou particulares viola ambos os princípios e, portanto, é dever da autoridade competente tomar as medidas coercitivas”.
e)    “Assim, subversivamente, a pichação faz eclodir na instância pública a privacidade, suas fantasias e, sobretudo, as ilusões de uma momentânea libertação.”

27. CONCORDÂNCIA NOMINAL (CASOS ESPECIAIS)

De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, adjetivos, artigos, numerais e pronomes combinam (concordam) com o substantivo em gênero (masculino) e número (feminino).
Com a orientação do professor, resolva os exercícios a seguir:
1.      Use V para verdadeiro e F para falso:
a.       O caderno e a caneta importada são novos ( Esta é a única forma de concordância).
b.      Comprou sapato e calça pretos ( Para este tipo de concordância há uma outra forma).
c.       Servimos cerveja e churrasco assado (Só há, neste caso, uma possibilidade de concordância nominal com o vocábulo destacado).
d.      Queremos conhecer as delicadas avó, mãe e filha do embaixador brasileiro ( O adjetivo foi para o plural porque se relaciona a nomes que têm afinidade de parentesco).
e.       As andorinhas, que vêm de muito longe, são encantadoras ( Segundo a regra, o predicativo concorda com o sujeito a que se refere).
f.       Sua Excelência, o Presidente Lula, continua animado com a campanha Fome Zero! ( O vocábulo destacado deveria ter concordado com o tratamento Sua Excelência que, no caso, é do gênero feminino).
g.      É proibido entrada! ( A gramática, sem explicação plausível, diz estar correta esta concordância porque o sujeito está sem determinante).
h.      É proibida  a entrada! ( forma correta pois existe a preposição “a” como determinante).
i.        Achamos educados as moças e os rapazes ( Concordância adequada pois o objeto direto é constituído por mais de um núcleo).
2.      Determine as diferenças entre as frases de cada item abaixo:
a.      Este é o meio que encontrei para resolver a equação./ Tina estava meio cansada.
b.      Enviei os documentos anexos. / Enviei os documentos em anexo,
c.       Ela mesma beijou-nos./ Ela, mesmo sozinha, viajou.
d.      O juiz e o réu ficaram sós no gabinete./ Os dois ficaram conversando.
e.       Joseph e Karen estavam bastante apaixonados./ Ambos possuem bastantes cartas de amor.
f.        A garota respondeu:Muito obrigada! Em nome dos colegas ela disse: Obrigado!
g.      Os filhos são tais qual o pai./ O filho é tal quais os pais.
h.      Todos nós voltamos juntos./ Eles ficaram  junto ao muro.
i.        Ulisses navegou por longes terras./ Ulisses e os amigos estavam longe de Ítaca.
3. Assinale V ou F:
a.      Compramos presentes caro.
b.      Compramos presentes caros.
c.       Compramos caro os móveis da casa.
d.      Um e outro trabalhadores contente.
e.       Havia menas alunas na sala de vídeo.

28. CONCORDÂNCIA VERBAL (REVISÃO)

            Dada a importância deste assunto, lembramos que o verbo deve concordar com o sujeito a que se refere, pelo menos é o que prescreve a gramática, mas isto nem sempre acontece. De qualquer maneira, vamos ao estudo dos principais casos de concordância verbal:

1.      O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito simples: O diretor estava chateado com a atitude dos funcionários./ Os diretores estavam chateados...
2.      Com pronome de tratamento, verbo na terceira pessoa do singular: Sua Senhoria pediu meus conselhos sobre a MP.
3.      Se o coletivo vier seguido de substantivo no plural, o verbo pode pluralizar, mas não é obrigatório: Um grupo de estudantes elogiaram o reitor da UNEMAT. 
4.      Caso o coletivo venha distanciado do verbo, há duas maneiras de se fazer a concordância: O povo, depois de muito incentivo, aderiram ao plebiscito sobre a pena de morte no Brasil./ ou: O povo, depois de muito incentivo, aderiu ao plebiscito sobre a pena de morte no Brasil.
5.      Em caso de países, estados ou cidades, grosso modo o verbo concorda com o artigo: Os Estados Unidos são um país da América do Norte.
Obs.: Minas Gerais é um estado do Sudeste.  Neste caso o substantivo não veio acompanhado do artigo que o determina, daí o verbo no singular.
6.      Sujeito composto anteposto ao verbo obriga este a pluralizar: Aluno e professor formam um todo no processo ensino-aprendizagem.
7.      Sujeito com pessoas gramaticais diferentes leva o verbo ao plural: Ele, Maria, eu e tu viajaremos a Cuiabá no final de semana.
8.      Se houver sujeito composto com palavras sinônimas, o verbo vai ou não para o plural: Calma e tranqüilidade faz(em) bem ao espírito.
9.      Caso haja gradação, o verbo pode ir ou não para o plural: Um aceno, um convite, um sorriso foi(foram) bastante.
10.  Se o sujeito vier após o verbo (posposto), pode levar este ao plural ou deixa-lo no singular. Neste caso, o conectivo “e” indica inclusão de um outro elemento: Jogou (jogaram) hoje o Brasil e o Zaire.

CASOS PARTICULARES DE CONCORDÂNCIA VERBAL

1.      Nas orações do tipo És tu que pagas/ Sois vós que pagais, o verbo concorda com o pronome pessoal do caso reto (tu - vós)  pois o  QUE corresponde a esse pronome. É como se disséssemos: És tu – tu pagas.
2.      Nos exemplos Sou eu quem pago/ Sou eu quem paga, o verbo concorda com o pronome do caso reto “eu”ou fica na terceira pessoa: Sou eu quem paga.
3.      Caso apareçam expressões como AQUELE QUE, AQUELA QUE, O QUE, OS QUE, AS QUE entre o sujeito e o verbo, pode haver duas concordâncias: Fomos nós aqueles que pagamos/ Fomos nós aqueles que pagaram. No primeiro exemplo o verbo concorda com o pronome pessoal reto “nòs”; no segundo, fica na terceira pessoa.
4.      Com as expressões QUAL DE NÓS, QUAL DE VÓS; ALGUM DE NÓS, ALGUM DE VÓS; NENHUM DE NÓS, NENHUM DE VÓS há três maneiras de se fazer a concordância verbal: Qual de nós pagou a conta?/ Quais de nós pagamos a conta?/ Quais de nós pagaram a conta?
5.      Com a expressão MAIS DE UM só haverá plural se o verbo indicar reciprocidade: Mais de um eleitor criticou o resultado da eleição de Bush./ Mas de um dos parlamentares se acusavam no Congresso Nacional.
6.      Se houver a expressão CADA UM, o verbo fica sempre na terceira pessoa do singular: Cada um dos turistas levava um recipiente para colocar lixo a fim de manter a reserva ecológica completamente limpa.
7.      Havendo a expressão UM DOS... QUE , se a ação é atribuída unicamente a um ser, o verbo fica no singular: O Sol é um dos astros que dá luz e calor à Terra. Por outro lado, se não queremos atribuir a ação apenas a um ser, podemos empregar duas concordâncias:  Yonah é um dos professores que mais fala/ ou: Yonah é um dos professores que mais falam.
8.      Com a expressão UM OU OUTRO, o verbo fica sempre no singular: Uma ou outra blusa lhe cai bem.
9.      Se as expressões forem UM E OUTRO, NEM UM NEM OUTRO, o plural  do verbo fica facultativo, ou seja, depende do falante: Um e outro perdeu-se na Amazônia/ ou: Um e outro perderam-se na Amazônia.
10.  Com os conectivos OU...OU , NEM...NEM , se a idéia for de exclusão o  verbo ficará no singular, caso contrário, fica a critério do falante coloca-lo ou não no plural: Ou você ou eu ocupará a vaga na ABL ( idéia de exclusão). Agora: Ou a queimada ou a máquina destruirá(ao) a floresta equatorial ( idéia de alternância, menos de exclusão).
11.  Se o vocábulo COM vier em lugar do conectivo E, desde que não haja vírgulas, o verbo pode ficar no singular ou pluralizar: Santelmo com seu filho caçula viajará(ao) no final desta semana. Por outro lado: Santelmo, com seu filho caçula, viajará neste final de semana  (havendo vírgulas entre Santelmo e o verbo, a concordância é somente no singular).
12.  Com expressões que indiquem certa quantidade como A MAIORIA DE, UMA PARTE DE, GRANDE NÚMERO DE  o verbo pode ir ou não para o plural: Uma parte dos  alunos estuda(m) na UNEMAT.

CONCORDÂNCIA VERBAL: CASOS ESPECIAIS

1.      HAVER - Com idéia de EXISTIR e relacionado a tempo, não tem plural: Havia pessoas às margens do rio Paraguai em Cáceres./ Há anos não os vejo por aqui.
2.      FAZER - Indicando tempo meteorológico ou cronológico, não tem plural: Faz calor em Mato Grosso nesta época do ano./ Fazia anos que não via pessoa tão bem conceituada como o presidente do bairro Cavalhada III.
3.      SER – Não tem plural na acepção de tempo: É 23 de junho. Convém ressaltar que a gramática consagrou a forma São 23  de junho. Portanto, ambos os exemplos são aceitos!
Observação: Na frase Nós é que somos brasileiros, a expressão é que é apenas um realce, não indo para o plural. Também não há plural se vierem advérbios de intensidade logo após o verbo: Trinta bilhões é muito pouco para quem deseja sanar rombos na Fazenda. Existe, ainda, o plural do verbo SER  se o sujeito da oração for TUDO, ISTO, ISSO, AQUILO: Isto são flores! Caso o sujeito seja nome de coisa, o verbo concorda com o predicativo: A casa eram umas velhas palhas. Esta última regra vale para quando o sujeito for uma pessoa: Garrincha eram duas pernas tortas  mas que jogavam como ninguém!
4.      PARECER – Este verbo, seguido de outro no infinitivo, tem duas concordâncias, podendo ir ou não para o plural: Vocês parecem ser boas pessoas./ Ou: Vocês parece serem boas pessoas.
Jamais colocar os dois verbos no plural ao mesmo tempo! É erro gramatical: Eles parecem serem...
5.      DAR, BATER e SOAR – Concordam com  o sujeito se vier  expresso ou com o numeral se o sujeito vier claramente: O soou oito horas/ O relógio deu duas horas/ O sino bateu cinco horas ( sujeito expresso). Agora: Soaram oito horas/ Deram duas horas no relógio/ Bateram cinco horas no sino da catedral.
6.      Se o verbo vier seguido da partícula SE mais preposição, não há plural: Fala-se em políticas partidária e econômica/ Precisa-se de empregados/ Crê-se em Deus.
7.      Seguido da partícula SE e sem preposição, o verbo pode ir para o plural caso seja necessário: Compram-se latinhas de cerveja/ Alugam-se apartamentos.  Nestes exemplos, os verbos concordaram com os supostos sujeitos latinhas e apartamentos. Por que dizemos isto? É que a gramática tradicional, para identificar o sujeito de frases como Quebraram-se os copos adota o seguinte critério: Passe a oração para a voz passiva e, então, você achará o sujeito. Assim sendo, ficará: Os copos foram quebrados. Que foram quebrados? Resposta: os copos. Portanto, o vocábulo copos constitui o sujeito simples da oração. E a partícula SE passa a se chamar pronome apassivador.


29. DISSERTAÇÃO – PARTE 2


Antes de tudo, lembramos que não há fórmulas prontas para alguém empregar na produção do texto dissertativo. Mas alguns lembretes são de suma importância:

Clareza – é quando o pensamento é apresentado com objetividade, sem duplo sentido (ambigüidade). Para isto, deve-se usar palavras simples e frases curtas, mas                             tudo dentro das normas lingüísticas.
Concisão – o texto não traz prolixidade, ou seja, não traz um amontoado de idéias ao mesmo tempo. O parágrafo está conciso quando não há meias-voltas e frases supérfluas.
Originalidade – é o emprego de idéias diferentes, originais, criativas. Não se deve empregar frases prontas como Uma mão lava a outra, Gato escaldado tem medo de água fria e outras do mesmo gênero.
Conhecimento gramatical – Não se deve esquecer da pontuação, ortografia, concordância verbo-nominal, regências, crase e acentuação. Convém que se evitem as gírias e, se vierem no texto, devem estar entre aspas.
            O texto a seguir foi publicado há anos na revista Veja. O autor, Jocimar Archângelo, apresenta ao leitor um modelo de dissertação subjetiva. Não se trata de um trabalho científico, mas uma opinião pessoal sobre um tema. Escolhemos apenas o primeiro parágrafo como demonstração:

O vestibular gigante atrapalha
O país precisa
de uma nova
universidade em
ação e mudar
o vestibular é
um bom começo

            Discute-se muito no Brasil a questão da democratização do vestibular. Sem dúvida, trata-se de uma instituição antidemocrática, no sentido de que os jovens que vêm de famílias mais abastadas e, portanto, freqüentaram os melhores colégios têm muito mais chances de conseguir uma vaga entre a multidão que todos os anos compete por um lugar na faculdade. Essa é, no entanto, uma falsa discussão. Ninguém vai democratizar o ensino, muito menos a sociedade brasileira, pela democratização do vestibular. Está na hora de pararmos de patinar sobre esse ponto.  A partir do momento em que há um certo número de candidatos e um número menor de vagas é preciso, queira-se ou não, eliminar alguns pretendentes. Muito mais importante é discutir agora se o vestibular cumpre suas finalidades. Acredito que não cumpre e que uma mudança nesse terreno seria extremamente salutar...
1.      Diferentemente da dissertação subjetiva, desenvolva, objetivamente, um parágrafo dissertativo a partir do tópico abaixo:

     Mato Grosso é um estado de grande potencial turístico._________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


  1. NARRAÇÃO

            Entende-se por narração um relato real ou fictício. No texto narrativo temos seis elementos fundamentais:
1.      Personagem – são pessoas ou seres que aparecem no texto falando ou agindo. Existe personagem principal e  personagem secundária. A principal também se chama protagonista e o vilão da narrativa é o antagonista.
2.      Espaço – é o lugar onde os fatos acontecem.
3.      Tempo – é o momento em que a narrativa se desenvolve.
4.      Fatos – são acontecimentos que envolvem as personagens.
5.      Enredo - é o conjunto de fatos apresentados pelo escritor.
6.      Foco narrativo – é o ponto de vista através do qual a história é contada.

Convém destacar que a narração pode vir em 1ª ou 3ª pessoa!                     

DISCURSO NARRATIVO

            Há três formas de a personagem falar em uma narrativa: discurso direto, indireto e indireto livre.
1.      Discurso direto – é a própria fala das personagens.
2.      Discurso indireto – as personagens não falam por meio de diálogos, mas há um narrador de 3ª pessoa que conta os fatos indiretamente.
3.      Discurso indireto livre - traz a voz do narrador, mas entremeada de expressões próprias das personagens.








EXERCÍCIOS

1.      Classifique em direto, indireto ou indireto livre o discurso de cada texto abaixo:

a)      Capitu respondeu que não, mas o vendedor insistiu que a cocada estava boa. Sem rispidez ela replicou que ele fosse embora.
Machado de Assis
b)      – Faz tempo que você pesca aqui no Julião?
- Uns cinco anos, só!
                        - Então você sabe dizer se este lugar é piscoso?
-          É, mas depende do pescador.
c)      Simone se levantou do sofá meio triste. Como poderia Manuel pensar aquilo dela? Mas não se deixou abater e pegou a bolsa para sair. Ele vai ver quem é traidora!


31.ANEXOS


31.1- INTERPRETAÇÃO E INTELECÇÃO DE TEXTOS


Intelecção e Interpretação – É uma forma de análise textual. É a ação ou o processo de entender, de compreender.

A palavra (intellectio) tem sua origem na língua latina, e embute a idéia de “sentido” e de “significação”. É melhor compreendida como o exercício ou o ato do intelecto (lat. intellectus) que leva ou que conduz à compreensão ou ao entendimento.

A intelecção, como forma de compreender, ocorre quando o pensamento ou a análise é distintiva, isto é, quando se separa um fragmento ou apenas um “texto” para se analisar. Inte (dentro) + Lectio (forma de leitura), indica a capacidade de ler o que se encontra dentro. Toda a análise ou a compreeensão de um texto, em profundidade ou em superficialidade, pode ser chamada de intelecção.

A intelecção poderá assumir níveis variados, dependendo do grau de aprofundamento e do nível cognitivo [de conhecimento] produzido após a leitura e a análise de determinado texto.

Não deve ser considerada inferior à interpretação, mas apenas como uma etapa do desenvolvimento e do aprofundamento cognitivo. A intelecção é, portanto, a investigação de um texto específico e determinado, enquanto a interpretação é a análise comparativa entre dois ou mais textos.

Não é adequada a utilização do termo “interpretação” quando se refere à análise de apenas um texto, sendo, correto afirmar que interpretar é realizar ou possibilitar a inter-relação dos elementos textuais presentes em dois ou mais textos.

Se a intelecção é a capacidade de, por meio da leitura, correlacionar os elementos textuais presentes em um texto (dentro deste texto), a interpretação é a capacidade de associação, de combinação, de comparação dos elementos constitutivos entre textos.

Por conseqüência, a interpretação é a forma de leitura e de produção de compreensões por meio da comparação entre dois ou mais textos. A intelecção é a evidência do sentido do texto, a partir de relações que são estabelecidas entre os termos, os conceitos, as palavras, os verbos, ou seja, entre os constitutivos gramaticais presentes em um texto.

A interpretação indica a explicação relacional entre textos, depois de realizada a intelecção de cada um deles.

A intelecção é a capacidade de trazer para fora aquilo que se encontra dentro, oculto, escondido. É o desembaraçamento dos termos e dos signos presentes em um texto. Enquanto, a interpretação é o entrelaçamento dos sentidos de mais de um texto. (Autor: Prof. Jailson Queiroz Fagundes)

EXERCÍCIO 1 
País do futuro

Rio de Janeiro - Lembra-se de quando o Brasil era o país do futuro?   Primeiro foi um gigante adormecido ("em berço esplêndido"), que um dia iria acordar e botar pra quebrar. Depois tornou-se o país do futuro, um futuro de riqueza, justiça social e bem-aventurança. Eram tempos, aqueles, de postergar tudo o que não podia ser realizado no presente. A dureza do regime militar deixava poucas brechas para que se ousasse fazer alguma coisa que não fosse aquilo já previsto, planejado, ordenado pelos generais no poder.
Só restava então aguardar o futuro, que nunca chegava (mais uma vez vale lembrar: foram 21 anos de regime autoritário).
O pior é que, mesmo depois de redemocratizado o país, a coisa continuou e continua meio encalacrada, com muitos sonhos tendo de ser adiados a cada dia, a cada nova dificuldade. Com a globalização, temos que encarar (e temer) até as crises que ocorrem do outro lado do mundo.
Todavia há que se aguardar o futuro com otimismo, e alguma razão para isso existe.
Dados de uma pesquisa elaborada pela Secretaria de Planejamento do governo de São Paulo revelam que o Brasil chegará ao próximo século, que está logo ali na esquina, com o maior contingente de jovens de sua história.
Conforme os dados da pesquisa, somente na faixa dos 20 aos 24 anos serão quase 16 milhões de indivíduos no ano 2000.
Com esses dados, o usual seria prever o agravamento da situação do mercado de trabalho, já tão difícil para essa faixa de idade, e de problemas como a criminalidade em geral e o tráfico e o uso de drogas em particular.
Mas por que não inverter a mão e acreditar, ainda que forçando um pouco a barra, que essa massa de novas cabeças pensantes simboliza a chegada do tal futuro? Quem sabe sairá do acúmulo de energia renovada dessa geração a solução de problemas que apenas se perpetuaram no fracasso das anteriores?
Nada mal começar um milênio novinho em folha com o viço, a ousadia e o otimismo dos que têm 20 anos.
(Luiz Caversan - Folha de São Paulo, 28.11.98)


1)
Encontra apoio no texto a afirmação contida na opção:
a)
A existência de 16 milhões de jovens brasileiros no ano 2000 constituirá um problema insolúvel;
b)
Com a população jovem brasileira na casa dos 16 milhões, só se pode esperar o pior;
c)
Não se pode pensar de forma otimista em relação ao próximo século;
d)
Pode-se pensar positivamente em relação ao nosso futuro, apesar de alguns problemas;
e)
Pode-se pensar de forma positiva sobre nosso futuro a partir da previsão do agravamento do desemprego.


2)
A ideia de futuro vem representada no texto por uma seqüência de conceitos. A opção que indica essa seqüência é:    
a)
expectativa - gigantismo - idealização - otimismo;
b)
otimismo - expectativa - idealização - gigantismo;
c)
gigantismo - otimismo - idealização - expectativa;
d)
expectativa - idealização - otimismo - gigantismo;
e)
gigantismo - idealização - expectativa - otimismo.


3)
A linguagem coloquial empregada no texto pode ser exemplifica pela expressão:
a)
"em berço esplêndido";
b)
"botar pra quebrar";
c)
bem-aventurança;
d)
dados de uma pesquisa;
e)
somente na faixa.


4)
Postergar significa:
a)
polemizar;
b)
preterir;
c)
manifestar;
d)
difundir;
e)
incentivar.


5)
São acentuadas conforme a mesma regra, as palavras constantes da opção:
a)
já - só - é - tráfico;
b)
país - autoritário - há - milhões;
c)
indivíduos - acúmulo - milênio - têm;
d)
até - chegará - está - sairá;
e)
esplêndido - próximo - século - difícil.


6)
Na nova redação dada a algumas passagens do texto, cometeu-se um erro gramatical em:
a)
Segundo os dados da pesquisa, somente na faixa dos 20 aos 24 anos serão quase 16 milhões de indivíduos nos anos 2000;
b)
Nada mau começar um milênio novinho em folha com o viço, a ousadia e o otimismo dos que têm 20 anos)
c)
Todavia há que se aguardar o futuro com otimismo, e alguma razão há para isso;
d)
Uma pesquisa elaborada pela Secretaria de Planejamento do governo de São Paulo revela que o Brasil chegará ao próximo milênio com o maior contingente de jovens de sua história;
e)
A solução de problemas que apenas se perpetuaram no fracasso das anteriores sairão do acúmulo de energia renovada.


7)
Encontram-se no texto palavras relacionadas a verbos formados com a terminação ´-izar´, escrita com ´Z´: redemocratização, globalização, simboliza. Nas opções abaixo, todas as palavras se escrevem com ´Z´, EXCETO em:
a)
utili - ar, catequi - ar, embele - ar, arbori - ar;
b)
atuali - ar, rubori - ar, minimi - ar, parali - ar;
c)
horrori - ar, suavi - ar, mobili - ar, moderni - ar;
d)
sonori - ar, pressuri - ar, fertili - ar, particulari - ar;
e)
reve - ar, martiri - ar, penali - ar, hospitali - ar.


8)
Em "o maior contingente de jovens de sua história", o substantivo "jovens", embora masculino, refere-se tanto aos rapazes quanto às moças. É comum, porém, que na distinção de gêneros haja referência a conteúdos distintos. Nas alternativas abaixo, a dupla de substantivos cuja diferença de gêneros NÃO corresponde a uma diferença de significados é:
a)
novos cabeças - novas cabeças;
b)
vários personagens - várias personagens;
c)
outro guia - outra guia;
d)
o faixa preta - a faixa preta;
e)
algum capital - alguma capital.


9)
A classificação gramatical dos vocábulos abaixo sublinhados está CORRETA na opção:
a)
Em "Primeiro foi um gigante adormecido", primeiro é um adjetivo que concorda em gênero e número com o substantivo "gigante";
b)
Em "Conforme os dados da pesquisa", dados é o particípio do verbo "dar";
c)
Em "com o maior contingente de jovens de sua história", maior é o superlativo relativo de superioridade do adjetivo "grande";
d)
Em "Com esses dados, o usual seria prever o agravamento da situação do mercado de trabalho", seria é uma forma do pretérito imperfeito do indicativo do verbo "ser";
e)
Em "foram 21 anos de regime autoritário", foram é forma do pretérito perfeito do verbo "ir".



10)
Em "...começar um milênio novinho em folha com o viço, a ousadia e o otimismo dos que têm 20 anos", a parte sublinhada é substituível, sem mudança do significado, por:
a)
a juventude, a audácia;
b)
a competência, a imaginação;
c)
a criatividade, a perseverança;
d)
a criatividade, a coragem;
e)
a imaginação, o destemor.



EXERCÍCIO 2

Um arriscado esporte nacional

01 Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de
02 médico e louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais
03 adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente.
04 Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de
05 guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria
06 de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas
07 pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas
08 que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e
09 importância retira 80% de seu faturamento da venda "livre" de
10 seus produtos, isto é, das vendas realizadas sem receita médica.
11 Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a
12 população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que
13 necessariamente faça junto com essas advertências uma sugestão
14 para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais
15 em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se
16 automedica por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo
17 mundo maravilhoso das drogas "novas" ou simplesmente para
18 tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os
19 resultados podem ser danosos.
20 É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma
21 gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou
22 inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para
23 infecções graves e com indicação precisa. Quem age assim está
24 ensinando bactérias a se tornarem resistentes a antibióticos. Um
25 dia, quando realmente precisar de remédio, este não funcionará.
26 E quem não conhece aquele tipo de gripado que chega a uma
27 farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe aplique uma
28 "bomba" na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com isso, poderá
29 receber na corrente sangüínea soluções de glicose, cálcio,
30 vitamina C, produtos aromáticos - tudo sem saber dos riscos que
31 corre pela entrada súbita destes produtos na sua circulação.
Dr. Geraldo Medeiros - Veja - 1995


1)
Sobre o título dado ao texto - um arriscado esporte nacional -, a única afirmação correta é:
a)
mostra que a automedicação é tratada como um esporte sem riscos;
b)
indica quais são os riscos enfrentados por aqueles que se automedicam;
c)
denuncia que a atividade esportiva favorece a automedicação;
d)
condena a pouca seriedade daqueles que consomem remédio por conta própria;
e)
assinala que o principal motivo da automedicação é a tentativa de manter-se a juventude.


2)
Os leigos sempre se medicaram por conta própria,... Esta frase inicial do texto só NÃO eqüivale semanticamente a:
a)
Os leigos, por conta própria, sempre se medicaram;
b)
Por conta própria os leigos sempre se medicaram;
c)
Os leigos se medicaram sempre por conta própria;
d)
Sempre se medicaram os leigos por conta própria;
e)
Sempre os leigos, por conta própria, se medicaram.


3)
O motivo que levou o Dr. Geraldo Medeiros a abordar o tema da automedicação, segundo o que declara no primeiro parágrafo do texto, foi:
a)
a tradição que sempre tiveram os brasileiros de automedicar-se;
b)
os lucros imensos obtidos pela indústria farmacêutica com a venda "livre" de remédios;
c)
a maior gravidade atingida hoje pelo hábito brasileiro da automedicação;
d)
a preocupação com o elevado número de óbitos decorrente da automedicação;
e)
aumentar o lucro dos médicos, incentivando as consultas.


4)
Um grupo de vocábulos do texto possui componentes sublinhados cuja significação é indicada a seguir; o único item em que essa indicação está ERRADA é:
a)
bélico - guerra;
b)
metrópoles - cidade;
c)
antibióticos - vida;
d)
glicose - açúcar;
e)
cálcio - osso.


5)
O item em que o segmento sublinhado tem forma equivalente corretamente indicada é:
a)
...já que de médico e louco todos temos um pouco. - uma vez que;
b)
...vendas realizadas pelas farmácias... - entre as;
c)
...sem que necessariamente faça junto com essas advertências... - embora;
d)
...para que os entusiastas da automedicação... - afim;
e)
Quem age assim está ensinando bactérias... - mal.


6)
...jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente; ...sem que necessariamente faça junto com essas advertências...; ...quando realmente precisar de remédio...; os advérbios sublinhados indicam, respectivamente:
a)
tempo, modo, afirmação;
b)
tempo, modo, tempo;
c)
tempo, tempo, tempo;
d)
modo, tempo, modo;
e)
modo, modo, afirmação.


7)
O item em que o par de palavras NÃO está acentuado em função da mesma regra ortográfica é:
a)
própria / advertências;
b)
farmácia / bactérias;
c)
indústria / cálcio;
d)
importância / raízes;
e)
remédio / circunstância.


8)
Palavra que NÃO pertence ao mesmo campo semântico das demais é:
a)
arsenal;
b)
armas;
c)
guerra;
d)
combater;
e)
inveja.


9)
Termo sublinhado que exerce função diferente dos demais é:
a)
...venda de seus produtos...;
b)
...dever de alertar...;
c)
...sugestão de amigos...;
d)
...fascinação pelo mundo...;
e)
...fazer inveja à indústria.....


10)
Ao indicar as prováveis razões pelas quais os brasileiros se automedicam, o Dr. Geraldo Medeiros utiliza um argumento baseado em opinião e não numa certeza; o segmento que comprova essa afirmação é:
a)
É comum...(l.20);
b)
Acredito...(l.15);
c)
...por exemplo...(l.20);
d)
Com isso...(l.28);
e)
Qualquer que...(l.18).


EXERCÍCIO 3

A MISÉRIA É DE TODOS NÓS

Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da colonização? No decorrer das últimas décadas, enquanto a miséria se mantinha mais ou menos do mesmo tamanho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. Há mais crianças em idade escolar freqüentando aulas atualmente do que em qualquer outro período da nossa história. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil também são as menores desde que se passou a registrá-las nacionalmente. O Brasil figura entre as dez nações de economia mais forte do mundo. No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos. Vem firmando uma inconteste liderança política regional na América Latina, ao mesmo tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte oponente das injustas políticas de comércio dos países ricos. Apesar de todos esses avanços, a miséria resiste.
Embora em algumas de suas ocorrências, especialmente na zona rural, esteja confinada a bolsões invisíveis aos olhos dos brasileiros mais bem posicionados na escala social, a miséria é onipresente. Nas grandes cidades, com aterrorizante freqüência, ela atravessa o fosso social profundo e se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestações é a criminalidade, que, se não tem na pobreza sua única causa, certamente em razão dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistência da pobreza extrema entre milhões de habitantes não é uma empreitada simples.
Veja, ed. 1735


1)
O título dado ao texto se justifica porque:
a)
a miséria abrange grande parte de nossa população;
b)
a miséria é culpa da classe dominante;
c)
todos os governantes colaboraram para a miséria comum;
d)
a miséria deveria ser preocupação de todos nós;
e)
um mal tão intenso atinge indistintamente a todos.


2)
A primeira pergunta - "Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da colonização?":
a)
tem sua resposta dada no último parágrafo;
b)
representa o tema central de todo o texto;
c)
é só uma motivação para a leitura do texto;
d)
é uma pergunta retórica, à qual não cabe resposta;
e)
é uma das perguntas do texto que ficam sem resposta.


3)
Após a leitura do texto, só NÃO se pode dizer da miséria no Brasil que ela:
a)
é culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em outras áreas;
b)
tem manifestações violentas, como a criminalidade nas grandes cidades;
c)
atinge milhões de habitantes, embora alguns deles não apareçam para a classe dominante;
d)
é de difícil compreensão, já que sua presença não se coaduna com a de outros indicadores sociais;
e)
tem razões históricas e se mantém em níveis estáveis nas últimas décadas.


4)
O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto é:
a)
Entender a miséria no Brasil é impossível, já que todos os outros indicadores sociais melhoraram;
b)
Desde os primórdios da colonização a miséria existe no Brasil e se mantém onipresente;
c)
A miséria no Brasil tem fundo histórico e foi alimentada por governos incompetentes;
d)
Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas áreas, a miséria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo;
e)
Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da miséria que leva à criminalidade.


5)
As marcas de progresso em nosso país são dadas com apoio na quantidade, exceto:
a)
freqüência escolar;
b)
liderança diplomática;
c)
mortalidade infantil;
d)
analfabetismo;
e)
desempenho econômico.


6)
"No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos"; com essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil:
a)
já está suficientemente forte para começar a exercer sua liderança na América Latina;
b)
já mostra que é mais forte que seus países vizinhos;
c)
está iniciando seu trabalho diplomático a fim de marcar presença no cenário exterior;
d)
pretende mostrar ao mundo e aos países vizinhos que já é suficientemente forte para tornar-se líder;
e)
ainda é inexperiente no trato com a política exterior.


7)
Segundo o texto, "A miséria é onipresente" embora:
a)
apareça algumas vezes nas grandes cidades;
b)
se manifeste de formas distintas;
c)
esteja escondida dos olhos de alguns;
d)
seja combatida pelas autoridades;
e)
se torne mais disseminada e cruel.


8)
"...não é uma empreitada simples" equivale a dizer que é uma empreitada complexa; o item em que essa equivalência é feita de forma INCORRETA é:
a)
não é uma preocupação geral = é uma preocupação superficial;
b)
não é uma pessoa apática = é uma pessoa dinâmica;
c)
não é uma questão vital = é uma questão desimportante;
d)
não é um problema universal = é um problema particular;
e)
não é uma cópia ampliada = é uma cópia reduzida.


9)
"...enquanto a miséria se mantinha..."; colocando-se o verbo desse segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria:
a)
mantiver;
b)
manter;
c)
manterá;
d)
manteria;
e)
mantenha.


10)
A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos abaixo é:
a)
"Como entender a resistência da miséria...";
b)
"No decorrer das últimas décadas...";
c)
"...desde que se passou a registrá-las...";
d)
"...começa a exercitar seus músculos.";
e)
"...por ter se tornado um forte oponente...".

EXERCÍCIO 4

DÍVIDA PÚBLICA CRESCE R$ 101,9 BILHÕES


A alta dos juros e a desvalorização do real em relação ao dólar já elevaram a dívida líquida do setor público de 50,2% do PIB (Produto Interno Bruto) para 51,9% , um aumento de R$29,796 bilhões entre março e maio deste ano. Neste mês, a dívida deve superar os 53% do PIB, percentual elevado para o Brasil, que chegou a prometer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a estabilização em 46,5% do PIB.
Para evitar o crescimento explosivo da dívida, devido à farta oferta de títulos atrelados ao câmbio para deter a alta do dólar, o governo será obrigado a fazer um novo aperto fiscal. "Se a dívida crescer muito, o país terá que gerar ganhos fiscais para pagá-la", afirma Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central.
De qualquer forma, a dívida vai crescer. Mas se ela se estabilizar em torno de 54% do PIB não haverá grandes problemas, afirma o consultor Raul Veloso, especialista no assunto.
A dificuldade, segundo ele, será estancar a tendência do crescimento. Isso exigirá "um sacrifício maior" da sociedade para que o governo possa aumentar o superávit primário, o que significa aumentar a arrecadação de impostos e reduzir as despesas.
Gilson Luiz Euzébio - Jornal do Brasil, 15 / 07/ 01


1)
"...o governo será obrigado a fazer um novo aperto fiscal." ; isto significa que o governo será obrigado a:
a)
modificar alguns impostos;
b)
intensificar a fiscalização;
c)
combater a sonegação;
d)
arrecadar mais com impostos;
e)
reduzir a devolução de impostos.


2)
O título do texto ( a manchete do jornal ) destaca:
a)
o aspecto mais favorável ao governo;
b)
o fator de maior apelo afetivo;
c)
o elemento mais inesperado do processo;
d)
o sucesso maior do plano econômico;
e)
o item de maior interesse público.


3)
Como texto informativo que é, o texto lido:
a)
pretende divulgar algo que é do interesse exclusivo do informante;
b)
apóia suas informações em dados objetivos e em depoimentos de autoridades;
c)
tenta criar suspense e expectativa nervosa nos leitores;
d)
tem a intenção de ser claro em assunto que é do domínio comum;
e)
é de interesse momentâneo e só pertinente à área econômica.


4)
O interesse do leitor comum ao ler o texto acima no jornal é:
a)
ilustração cultural;
b)
informação privilegiada;
c)
atualização de conhecimentos;
d)
curiosidade mórbida;
e)
atração pelo pitoresco.


5)
Só NÃO pode estar entre os interesses do jornal ao publicar a informação contida no texto lido:
a)
criar confiabilidade do leitor em relação ao jornal;
b)
mostrar a situação difícil em que se encontram as finanças nacionais;
c)
combater politicamente o governo atual;
d)
criticar implicitamente a política econômica do governo;
e)
demonstrar a ineficiência do setor público em comparação com o privado.


6)
Ao indicar a tradução da sigla PIB entre parênteses, o autor do texto mostra que:
a)
entende pouco do setor econômico no nível internacional;
b)
escreve de forma específica para economistas;
c)
pretende ser entendido pelo grande público;
d)
a sigla é de criação recente e pouco conhecida;
e)
tem a intenção clara de mostrar a influência do FMI em nossa economia.


7)
Segundo o primeiro parágrafo do texto:
a)
o FMI deve tomar medidas punitivas em relação ao Brasil;
b)
o Brasil vai mal economicamente por não seguir as normas do FMI;
c)
o PIB aumentou progressivamente de 1999 a 2001;
d)
a alta de juros e a desvalorização do real aumentaram o PIB;
e)
o aumento da dívida pública é visto por maior percentual do PIB.


8)
Segmento do texto que NÃO traz, explícita ou implícita, uma ameaça à população é:
a)
"...o governo será obrigado a fazer um novo aperto fiscal.";
b)
"Se a dívida crescer muito, o país terá que gerar ganhos fiscais para pagá-la";
c)
"De qualquer forma, a dívida vai crescer.";
d)
"...para que o governo possa aumentar o superávit primário,...";
e)
"Mas se ela se estabilizar em torno de 54% do PIB não haverá grandes problemas."


9)
O latinismo superávit significa:
a)
o lucro obtido com a venda de produtos;
b)
o aumento da arrecadação de impostos;
c)
a diferença favorável entre arrecadação e despesas;
d)
a redução das despesas;
e)
a diferença entre a alta dos juros e a desvalorização do real.


10)
"De qualquer forma a dívida vai crescer. Mas se ela se estabilizar em torno de 54% do PIB, não haverá grandes problemas." ; esta afirmação do consultor Raul Veloso, reescrita de forma a manter-se o sentido original é:
a)
A dívida vai crescer inevitavelmente, independente de estabilizar-se em torno de 54% do PIB, o que não trará grandes problemas;
b)
Não haverá grandes problemas se a dívida se estabilizar em torno de 54% do PIB, mas, inevitavelmente, a dívida vai crescer;
c)
Se a dívida crescer até 54% do PIB não haverá grandes problemas, mas seu crescimento é inevitável;
d)
Se a dívida vai crescer ininterruptamente, não haverá grandes problemas se houver estabilização dos débitos em torno de 54% do PIB;
e)
De qualquer forma a dívida vai crescer embora a estabilização em torno de 54% do PIB traga grandes problemas.

EXERCÍCIO 5
Da influência dos espelhos

Tu lembras daqueles grandes espelhos côncavos ou convexos que em certos estabelecimentos os proprietários colocavam à entrada para atrair os fregueses, achatando-os, alongando-os, deformando-os nas mais estranhas configurações?
Nós, as crianças de então, achávamos uma bruta graça, por saber que era tudo ilusão, embora talvez nem conhecêssemos o sentido da palavra "ilusão".
Não, nós bem sabíamos que não éramos aquilo!
Depois, ao crescer, descobrimos que, para os outros, não éramos precisamente isto
que somos, mas aquilo que os outros vêem.
Cuidado, incauto leitor! Há casos, na vida, em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas, despersonalizando-se num segundo "eu".
Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?
Eis aqui um grave assunto para um conto, uma novela, um romance, ou uma tese de mestrado em Psicologia.
(Mário Quintana, Na volta da esquina. Porto Alegre, Globo, 1979, p. 79)


1)
Nesta crônica, Mário Quintana
a)
vale-se de um incidente de seu tempo de criança, para mostrar a importância que tem a imaginação infantil.
b)
alude às propriedades ilusórias dos espelhos, para mostrar que as crianças sentiam-se inteiramente capturadas por eles.
c)
lembra-se das velhas táticas dos comerciantes, para concluir que aqueles tempos eram bem mais ingênuos que os de hoje.
d)
alude a um antigo chamariz publicitário, para refletir sobre a personalidade profunda e sua imagem exterior.
e)
vale-se de um fato curioso que observava quando criança, para defender a tese de que o mundo já foi mais alegre e poético.


2)
Considere as seguintes afirmações:
I. O autor mostra que, quando criança, não imaginava a força que pode ter a imagem que os outros fazem de nós.
II. As crianças deixavam-se cativar pela magia dos espelhos, chegando mesmo a confundir as imagens com a realidade.
III. O autor sustenta a idéia de que as crianças são menos convictas da própria identidade do que os adultos.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:
a)
I, II e III.
b)
III, apenas.
c)
II e III, apenas.
d)
I e II, apenas.
e)
I, apenas.


3)
Está INCORRETO o seguinte comentário acerca do emprego de termos ou expressões do texto:
a)
A expressão "Há casos, na vida" indica que o autor está interessado em generalizar e absolutizar a verdade da tese que acaba de expor.
b)
Na frase "Nós bem sabíamos que não éramos aquilo", o termo sublinhado acentua bem a distância e a superioridade com que as crianças avaliavam suas imagens deformadas.
c)
Na frase "Não éramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros vêem", os pronomes sublinhados reforçam a oposição entre somos e vêem.
d)
Ao afirmar que algumas pessoas despersonalizam-se "num segundo ´eu´ ", o autor deixa implícito que todos temos um "eu" original e autêntico.
e)
No penúltimo parágrafo, "uma alma invisível" e "testemunho de milhares de espelhos" representam, respectivamente, a personalidade verdadeira e suas imagens enganosas.


4)
Na interrogação "Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?" ,há a admissão de que:
a)
só a força do olhar e do interesse alheio capta as verdades de nossa alma.
b)
a verdade essencial da alma não tem como se opor às imagens que lhe atribuem.
c)
o essencial da alma só é reconhecível na soma de suas múltiplas imagens.
d)
a fragilidade da alma só é superada quando adquire a consistência de uma imagem.
e)
a legitimidade do nosso modo de ser depende inteiramente do reconhecimento alheio.


5)
Segundo Mário Quintana, a despersonalização num segundo "eu"
a)
é a causa, e as "imagens enganosas" são a sua conseqüência.
b)
e a adaptação às imagens enganosas são fatos paralelos e independentes.
c)
é uma conseqüência, cuja causa é a adaptação às imagens enganosas.
d)
é uma conseqüência, cuja causa é a invisibilidade da alma.
e)
é a causa, cuja conseqüência é a invisibilidade da alma.


6)
Todas as palavras estão corretamente grafadas e acentuadas na frase:
a)
A reminicência dos espelhos côncavos e convexos levou o autor a expecular sobre a consistência da alma.
b)
A acepção da palavra ilusão era desconhecida pelas crianças, o que não impedia que elas descriminassem entre o que era fato e o que era impressão.
c)
Quando somos condescendentes com as imagens que os outros têm de nós, tornamo-nos cúmplices do equivoco alheio.
d)
Acreditar na consistência da imagem que os outros fazem de nós em nada contribui para o reconhecimento da nossa personalidade íntegra e verdadeira.
e)
No âmbito de uma pequena crônica, o autor trata de um tema que bem poderia ser objeto de uma ampla pesquisa em Psicologia.


7)
Está inteiramente correta a frase:
a)
Se nos vermos exatamente como os outros nos vêem, talvez nos surpreendemos.
b)
Ele já havia se despersonalizado de tanto se preocupar com a própria imagem.
c)
O autor acha prudente que nos acautelemos diante das imagens enganosas.
d)
É como se o olhar alheio fosse um espelho que contesse para sempre a nossa alma.
e)
Uma vez perdida a nossa identidade, haverá um modo de a reouver?


8)
As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas na frase:
a)
Aos incautos leitores recomendam-se cautelas com os poderes do olhar alheio.
b)
O autor nos adverte de que, em sua pequena crônica, condensa-se muitas idéias para ficção ou ciência.
c)
Para muitos, as imagens que os outros lhes fornecem é tudo o que lhes interessam.
d)
Não parece atemorizar as crianças as imagens deformadas que vêem nos espelhos.
e)
Quando houverem dúvidas sobre quem de fato somos, será prudente confiarmos nos espelhos?


9)
Transpondo para a voz passiva a frase Talvez nem conhecêssemos o sentido da palavra "ilusão", a forma verbal resultante será
a)
tivesse sido conhecido.
b)
seria conhecido.
c)
fossem conhecido.
d)
tivéssemos conhecido.
e)
fosse conhecido.


10)
Os tempos verbais estão corretamente articulados entre si no período:
a)
Se olhássemos para aquelas imagens, não nos reconheceremos nelas.
b)
À medida que se adaptem às imagens enganosas, alguns se despersonalizaram.
c)
Que poderes terá tido uma alma contra milhares de espelhos que venham a refleti-la?
d)
Depois que tivermos crescido é que poderemos avaliar a importância que tem o olhar alheio.
e)
Não acreditássemos que éramos aquilo, apenas nos riremos de nossas imagens.



32.2- ACORDO ORTOGRÁFICO DOS PAÍSES LUSÓFONOS
[Douglas Tufano]


O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.

Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões teóricas.


Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:

A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V WX Y Z

As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria
dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:

a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);

b) na escrita de palavras estrangeiras (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema

Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar
que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.



Como era Como fi ca
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranqüilo

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.



MUDANÇAS NA REGRA DE ACENTUAÇÃO

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como era Como fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramóia



Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.




2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiúra

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.


3. Não se usa mais o acento das palavras
terminadas em êem e ôo(s).

Como era Como fica
abençôo     abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo       enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos       voos
zôo         zoo

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares:

pára/para,
péla(s)/ pela(s),
pêlo(s)/pelo(s),
pólo(s)/polo(s)
pêra/pera.

Como era                                                            Como fica

Ele pára o carro.                                              Ele para o carro.
Ele foi ao pólo  Norte                                   Ele foi ao pólo Norte
Ele gosta de jogar pólo                                 Ele gosta de jogar  polo.
Esse gato tem  pêlos brancos                   Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra.                                                Comi uma pera.

Atenção:
Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.

Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.

Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

CUIDADO: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?


5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
Veja:

a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos: verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen

Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré,
pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.




1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por H. Exemplos:
anti-herói
anti-higiênico
anti-histórico
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
extra-humano

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:

aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.




3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:

anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno

Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.


4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:

antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente
ultrassom
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos:

anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno

 6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:


hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
Atenção:
Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc. Com os prefixos circum e pan, usa-se
o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação,
pan-americano etc.


7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:

hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa- se sempre o hífen. Exemplos:

além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.


10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.


11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:

girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé


12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:

Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.

O diretor recebeu os ex-
-alunos.

Resumo
Emprego do hífen com prefixos
Regra básica

Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.

Outros casos

1. Prefixo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente:
autoescola, antiaéreo.

• Sem hífen diante de consoante diferente de r
e s: anteprojeto, semicírculo.


• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas
letras: antirracismo, antissocial, ultrassom
.
• Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.


2. Prefixo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante:
inter-regional, sub-bibliotecário.

• Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.

• Sem hífen diante de vogal: interestadual,
superinteressante.


Observações

1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também
diante de palavra iniciada por r sub-região,
sub-raça etc.

2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o
hífen diante de palavra iniciada por m, n e
vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

3. O prefixo co aglutina-se em geral com o
segundo elemento, mesmo quando este se
inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar,
cooperação, cooptar, coocupante etc.

4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen:
vice-rei, vice-almirante etc.

5. Não se deve usar o hífen em certas palavras
que perderam a noção de composição, como
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,
paraquedas, paraquedista etc.

6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém,
recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar,
recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular,
pró-europeu.











BIBLIOGRAFIA
·      OLIVEIRA, Ana Tereza Pinto de. Minimanual Compacto  de Redação e   Estilo: teoria e prática -  Rideel, SP, 1999.
·      ALMEIDA, Napoleão Mendes de- Gramática metódica da língua portuguesa - 28ª ed. rev.- São Paulo: Saraiva, 1979.
·      SILVA, Lyzete Pinheiro da - Português prático para o supletivo do 1º e 2º Graus- 2ª ed.- Editora D. Bosco, Brasília, 1976.
·      SILVA, Antônio de Siqueira e, Bertolin, Rafael- Curso completo de português 2º Grau.
·      SILVA, Jonas de Souza- Apostila de Português, Cáceres-MT, 1988.
·      TUFANO, Douglas. Acordo Ortográfico dos Países Lusófonos.
·      www.pciconcursos.com.br   Obs.: Os exercícios de interpretação foram extraídos deste site, na íntegra, por ser ele de domínio público.